Segundo o banco, a Copel se destaca em um cenário de maior volatilidade macroeconômica, incertezas regulatórias e mudanças nas expectativas para os preços de energia por não depender de um único cenário positivo para entregar bons resultados.
A tese combina exposição diversificada aos negócios de distribuição e geração, baixa alavancagem, ativos reais e um perfil atrativo de dividendos.
Para o Itaú BBA, essa combinação oferece proteção contra perdas e maior consistência dos retornos em diferentes cenários. O banco calcula uma taxa interna de retorno (TIR) de 12,4% para o investimento.
Construtoras de baixa renda mostram resultados mais consistentes no 2T, diz XP.
Todas as incorporadas do segmento reportaram crescimento de receita e a maioria manteve ou ampliou suas margens em relação ao trimestre anterior.
Um dos pontos analisados é o impacto de preços mais baixos de energia sobre os resultados. Mesmo considerando possíveis efeitos do El Niño sobre o balanço energético da companhia, o BBA avalia que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) da Copel permanece relativamente resiliente sob premissas mais conservadoras para o GSF (fator de ajuste da geração hidrelétrica), preços de energia e curtailment, quando há restrição ou corte da geração.
O banco também revisou a atualização de julho sobre alocação de capital e avalia que o prazo mais longo para convergência da alavancagem dá à Copel maior flexibilidade para financiar o crescimento sem comprometer a distribuição de dividendos.
Outro destaque é o LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade), que, na visão do BBA, confirmou a necessidade crescente de flexibilidade do sistema elétrico brasileiro.
Os ativos Foz do Areia e Segredo já geraram valor relevante para a Copel, mas a combinação de uma curva de carga mais acentuada com o avanço das fontes renováveis e possíveis restrições de capacidade pode tornar novos leilões de capacidade mais frequentes.
Nesse cenário, o banco mantém Salto Caxias no radar para futuras oportunidades de monetização de capacidade.
Na distribuição, o BBA avalia que a Copel já atingiu a fronteira de eficiência da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), reduzindo o espaço para novos ganhos decorrentes apenas de cortes e otimização de custos.
A próxima etapa de criação de valor, segundo o banco, deve vir do crescimento da RAB (Base de Remuneração Regulatória), da alocação de capital e de uma possível reforma da parcela de distribuição.
O banco avalia ainda que mudanças regulatórias podem passar a recompensar mais a execução de investimentos e o TOTEX (custo total de capital e operação), e não apenas o crescimento do mercado.
Por fim, o BBA destaca uma dimensão adicional do valor das hidrelétricas: a flexibilidade. Com o avanço da geração renovável e as mudanças na curva de carga do sistema brasileiro, o valor de uma hidrelétrica pode depender não apenas da quantidade de energia que consegue produzir, mas também da capacidade de armazenamento, flexibilidade operacional e autonomia proporcionadas por seus reservatórios.
Nesse contexto, ativos como Foz do Areia podem adquirir importância estratégica superior à indicada pelas métricas tradicionais de valuation, reforçando a visão positiva do banco sobre a Copel.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.