A corrida por contratos de venda do combustível fóssil veio após o acirramento do conflito no Oriente Médio, com um bombardeio no Irã e o afundamento de um navio no estreito de Hormuz.
Desde sexta-feira (28), EUA e Venezuela também divulgaram mais informações sobre um acordo comercial com potencial de extração de 65 bilhões de barris venezuelanos nos próximos 15 anos.
Neste domingo, os Estados Unidos atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no estreito de Hormuz, de acordo com a agência Reuters. As forças da Guarda Revolucionária do Irã foram observadas preparando o lançamento de foguetes que transportariam minas marítimas para o estreito.
A agência semioficial iraniana Tasnim afirmou que o ataque foi realizado por drones.
A Guarda Revolucionária afirmou que o ataque matou e feriu vários soldados e civis iranianos, sem informar um número preciso de vítimas. Em comunicado divulgado pela imprensa estatal, a unidade de elite do regime prometeu responder à ofensiva e punir os responsáveis.
No sábado (30), um navio-tanque foi atingido por um projétil desconhecido enquanto passava pelo estreito de Hormuz no sentido de entrada no sábado, informou a agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO).
O incidente ocorreu a 12 milhas náuticas ao norte de Khasab, em Omã, informou a UKMTO em um comunicado, acrescentando que não foram relatadas vítimas nem impactos ambientais.
Ainda neste domingo, Trump afirmou que planeja usar o controle recém-anunciado sobre bilhões de barris de petróleo bruto da Venezuela para recompor a reserva de emergência americana.
Uma das coisas que farei com o petróleo venezuelano é reabastecer as Reservas Estratégicas Nacionais", escreveu Trump em uma publicação na Truth Social, na qual culpou Joe Biden, seu antecessor na Presidência, por esvaziar a reserva.
O processo de ‘completar o estoque’ começará muito em breve e é um presente da Venezuela ao povo dos Estados Unidos.
Na noite de sábado, a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o acordo terá duração de 25 anos, prevê elevar a produção de petróleo para 1,5 milhão de barris por dia e preservará a soberania do país sobre seus recursos naturais.
Delcy classificou o acordo como "histórico" e disse que ele ajudará a recuperar a economia e aumentar as receitas do governo, além de contribuir para definir o futuro do país.
Este projeto bilateral de 25 anos prevê o desenvolvimento de 17 campos petrolíferos estratégicos, com uma meta de produção superior a 1,5 milhão de barris por dia", afirmou Rodríguez à emissora estatal VTV.
A líder venezuelana disse que a meta é apenas um objetivo inicial e que o plano mais amplo também prevê o desenvolvimento de oito novos blocos de exploração.