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Economia Revisado por ULTRA AI

Motéis apostam em chef e terceiro hóspede grátis para atrair clientes

Gastronomia, lazer e novas configurações sexuais entram na estratégia dos estabelecimentos

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Parece óbvio alguém ir a um motel para fazer sexo. O que não é comum é dizer que foi até lá para saborear um menu assinado por um chef.

  1. De motéis a entrega expressa, empresas ofertam presentes de última hora para o Dia dos Namorados.
  2. No Dia dos Namorados, é certo levar a air fryer ao motel.
  3. Temos que falar de sexo, diz Luisa Arraes, protagonista de filme de humor em motel.

Essa cena, porém, está cada vez mais comum. Estabelecimentos em São Paulo têm apostado na experiência gastronômica para atrair clientes.

No Lush, com unidades nos bairros da Lapa e do Ipiranga, o festival Chefs no Motel enche a noite do casal com pratos como queijo brie forneado, croqueta de costela, robalo em crosta de castanha e medalhão de mignon ao molho de vinho tinto.

A gastronomia é apenas uma das formas encontradas pela chamada nova motelaria para ampliar o que o cliente faz dentro de uma suíte. Antes associado sobretudo a encontros rápidos e extraconjugais, o negócio tenta se transformar em um programa de lazer e convencer o hóspede a ficar mais tempo e a gastar mais.

A mudança acompanha uma transformação no perfil dos frequentadores. Pesquisa da Associação Brasileira de Motéis, realizada em 2023, mostra que 85% dos clientes estão em relacionamentos estáveis, como casamentos e namoros.

Para Felipe Martinez, sócio do Lush, a mudança fez os empresários olharem para os estabelecimentos como uma alternativa de entretenimento para casais.

O motel tinha esse ar de privacidade, de quase estar fazendo uma coisa errada e de querer entrar e sair sem ser visto. Então olhamos para o público de casais estáveis que procuram nas suítes também uma opção de entretenimento, como uma viagem, um jantar ou um cinema", diz.

O raciocínio é transformar uma ida ao motel em uma espécie de escapada da rotina.

Esse público pensa: ‘Se eu vou sair da minha casa para ter um vale-night com quem eu já durmo todas as noites, que a experiência valha o preço e seja completa’.

Ele não sai de casa para ter uma horinha e voltar; ele quer jantar, tomar um vinho, usar uma hidro.

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Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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