Acionistas minoritários da MBRF, empresa de alimentos e processamento de proteína animal e vegetal formada pela fusão entre Marfrig e BRF, mostram incômodo com o uso de avião da empresa pelo controlador e presidente do conselho de administração, Marcos Molina, para viagens pessoais.
A aeronave, um jato executivo Gulfstream G650, é operada pela Marfrig Global Foods S. A.
Esses minoritários consideram a situação ilegal do ponto de vista tributário, algo que é negado pela MBRF. A empresa afirma que as viagens são legais e que todas as obrigações tributárias foram cumpridas.
A queixa é o uso do avião por Molina para viagem à Europa neste mês. A filha do executivo se casou no último dia 8 em cerimônia no Lago di Como, no norte da Itália.
A cerimônia chamou a atenção também pela presença do ministro Gilmar Mendes, amigo há pelo menos duas décadas de Molina, em meio à crise do STF (Supremo Tribunal Federal).
Os minoritários questionaram se o uso da aeronave estava dentro da Lei das S. A. Esta estabelece que o administrador não pode usar bens da companhia em benefício próprio sem a aprovação da assembleia ou do conselho.
A MBRF responde que o uso do avião em viagens pessoais integra o pacote de benefícios destinado ao presidente do Conselho de Administração, e isso foi aprovado pelos seus integrantes, conforme pede a legislação.
Para os minoritários, há também a questão de que a eventual remuneração deve constar no formulário de referência da empresa e ser tributada. A afirmação é que a MBRF teria informado que não houve concessão de remuneração variável ao conselho em 2025 e nem há previsão em 2026.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…