O novo consignado privado possui mais de 40% das suas operações concentradas em trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, em um movimento que aponta para a necessidade de cautela das instituições financeiras na concessão desse crédito, que já tem uma taxa de inadimplência de 8,6%.
Os dados são de estudo apresentado no evento "Crédito do Trabalhador - O que aprendemos e qual o futuro do consignado após um ano de operação", realizado no dia 14 pela empresa de soluções de crédito TransUnion e pela consultoria Deloitte.
De acordo com o levantamento, os trabalhadores que ganham até um salário respondem por 12% das operações da modalidade, lançada no ano passado, e a renda entre um a dois salários, por 28,9%, segundo dados levantados junto ao Banco Central.
A faixa de dois a três salários responde por 21,2% das operações, e a de três a cinco salários, por 20,2%. Os trabalhadores que ganham acima de cinco salários são apenas 17,7% do total das operações, mostram os números.
O levantamento registra ainda que a taxa média de juros subiu, de 53,3% ao ano para 56,7% ao ano, enquanto o prazo médio dos empréstimos do novo consignado privado diminuiu de 40 meses, em 2025, para 35 meses neste ano.
O Brasil está com taxa de juros muito alta já há bastante tempo, e o número de negativados é de quase 90 milhões de pessoas. Essa grande massa acaba usando o consignado privado para reduzir o custo das dívidas ou direcionar para consumo", diz Ricardo Salama, CRO (diretor de Receita) da TransUnion Brasil.
Em números
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Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.