A Heart Aerospace realizou o primeiro voo do X1, aeronave experimental movida exclusivamente por baterias que serve como plataforma de testes para o desenvolvimento de um futuro avião regional híbrido-elétrico.
Segundo a fabricante, o modelo é o maior avião elétrico a bateria que já voou.
O teste ocorreu na quarta-feira (12), no Aeroporto Internacional de Plattsburgh, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. A aeronave permaneceu no ar por 27 minutos, atingiu 1.
100 pés de altitude em relação ao solo e utilizou um sistema de propulsão elétrica capaz de entregar mais de 1 megawatt de potência.
Com 106 pés de envergadura, 76 pés de comprimento e mais de 25 mil libras no momento da decolagem, o X1 não é um modelo destinado ao transporte comercial de passageiros.
Trata-se de um demonstrador em escala real usado pela Heart Aerospace para testar tecnologias, aerodinâmica e desempenho de voo antes do desenvolvimento de sua aeronave de produção.
O voo foi realizado sob um certificado especial de aeronavegabilidade concedido pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, a FAA, na categoria experimental.
O programa de testes incluiu procedimentos de táxi, decolagem, subida, manobras e pouso.
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Segundo site, testes podem acontecer ainda neste mês.
Próximo passo é avião híbrido de 30 lugares.
A tecnologia testada no X1 será utilizada no desenvolvimento do ES-30, aeronave regional de asa fixa com capacidade para 30 passageiros. Diferentemente do demonstrador, que opera apenas com baterias, o projeto comercial terá propulsão híbrida-elétrica.
A Heart Aerospace prevê iniciar os testes em voo da primeira unidade de pré-produção do ES-30 em 2028. A entrada em serviço é projetada para 2031, prazo que ainda depende do desenvolvimento do programa e do processo de certificação da aeronave pela FAA.
United e Air Canada também são investidores da empresa e divulgaram declarações em apoio ao programa após o voo do X1.
Um dos principais argumentos econômicos da Heart para o ES-30 é a redução das despesas das companhias aéreas em rotas regionais. A fabricante estima que o custo operacional da aeronave possa ficar mais de 40% abaixo do observado em aviões regionais mais antigos.
A projeção considera gastos menores com energia e manutenção, além de uma arquitetura com sistemas elétricos que, segundo a empresa, poderia aumentar a disponibilidade da aeronave.
Também aposta na evolução das baterias para ampliar essa vantagem ao longo do tempo.
A Heart Aerospace mantém atualmente uma planta piloto de fabricação em Los Angeles, onde desenvolve a primeira unidade de pré-produção do ES-30.
Em números
- Com 106 pés de envergadura, 76 pés de comprimento e mais de 25 mil libras no momento da decolagem, o X1 não é um mod
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.