O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta segunda-feira (31) ministros da área econômica, banqueiros e empresários para um jantar no Palácio da Alvorada.
O encontro do petista busca aproximação com os setores produtivos e ocorre pouco depois da declaração do presidente em sabatina de que "não se preocupava com a dívida pública.
A lista de presentes inclui Joesley Batista, da J&F, presidentes de bancos públicos e privados e representantes de empresas de plano de saúde, além do presidente do PT, Edinho Silva.
Entre os banqueiros estão Luiz Carlos Trabucco Cappi, do Bradesco, Roberto Setúbal, do Itaú Unibanco, e André Esteves, dono do BTG Pactual.
O movimento é paralelo a reuniões de dirigentes de empresas com o principal adversário do petista na eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os convites para os empresários jantarem com Lula foram feitos antes de as reuniões do senador com grandes atores da economia se tornarem públicas.
O encontro do candidato do PL ocorreu na casa de a casa de Marcelo Kayath, sócio da gestora QMS Capital e ex-diretor do banco de investimentos do Credit Suisse no Brasil, que organizou o encontro.
Um empresário do setor privado disse, na condição de anonimato, que o jantar é positivo porque indica que o presidente está buscando uma interlocução maior com empresariado nesse momento da campanha eleitoral em meio às cobranças da Faria Lima por um compromisso maior com o ajuste fiscal para segurar o avanço da dívida pública, caso eleito.
Por outro lado, ressaltou, é importante para os empresários ouvir o presidente.
O encontro com nomes do setor produtivo e bancário, que comandam algumas das maiores empresas do país e exercem forte influência na economia, ocorre no mesmo dia em que o governo Lula anunciou o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária) de 2027.
Lula convidou para o jantar os seus dois ministros da área econômica, o titular da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, para falar sobre a proposta.
A proposta que está sendo considerada pelo Palácio do Planalto e a equipe econômica uma peça-chave para sinalizar o compromisso com a estabilização fiscal por meio de um esfoço fiscal maior para colocar as contas do governo no azul.
O objetivo da equipe de campanha do presidente e seu grupo político é deixar a relação com o PIB mais fluida. Além disso, o candidato a reeleição quer evitar que a percepção do eleitorado sobre a economia piore, para impedir uma queda em sua popularidade.