O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12) que a economia brasileira precisa crescer para gerar empregos no país.
O petista acrescentou que, para isso, o governo precisa investir e parar com o que chamou de "babaquice de fazer superávit.
As declarações foram dadas durante comício em Curitiba (PR). Lula concorre à reeleição para a Presidência da República no pleito de outubro.
Pra gerar emprego, a economia tem que crescer, e para economia crescer, o governo tem que investir. E para governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, fazer superávit, de ter controle fiscal.
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Lula vinha prometendo saldo positivo.
As declarações do presidente contradizem o plano de governo petista para o próximo mandato, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que promete uma "política fiscal responsável" para impulsionar ainda mais os investimentos produtivos, o crescimento econômico de longo prazo a uma redução sustentada da taxa de juros.
O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções", diz o documento.
Também contrariam suas próprias declarações em entrevista à TV Globo, no fim de agosto, quando o presidente garantiu que o país terá superávit e disse que pretende fazer uma “revolução tecnológica” no país em um eventual próximo mandato, com investimentos em inteligência artificial, minerais críticos, terras raras e defesa.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que tem sido destacado para falar em nome da campanha de Lula, reiterou nas últimas semanas que o governo buscará retomar a trajetória de superávit nas contas do governo a partir de 2027, se reeleito.
O objetivo da área econômica é possibilitar um corte da taxa de juros, atualmente em 14% ao ano. Em termos reais, está entre os maiores juros do mundo.
As declarações do ministro da Fazenda e a proposta de orçamento abrangem um ajuste das contas do governo em dois pontos do PIB em um eventual novo mandato de Lula, mantendo um ritmo gradual de melhora das contas públicas.
O objetivo seria justamente tentar conter o crescimento da dívida pública, que atingiu 82% em junho, o maior patamar desde a pandemia, com um forte crescimento de mais de 10 pontos na parcial da atual gestão de Lula, para baixar a taxa de juros da economia.
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