O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez menções ao Supremo Tribunal Federal neste sábado (12.set. 2026). Durante comício em Curitiba (PR), disse que “ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico” e que é necessário se dedicar ao ofício.
- Ciro Nogueira (PP-PI): apura atuação do senador no Congresso em favor do Master e de Vorcaro, com indícios de repasses financeiros –o que ele nega.
- Jaques Wagner (PT-BA): outra ramificação da investigação até então mantida em segredo.
- Cláudio Castro, ex-governador do Rio: investigação sobre uma transferência de R$ 3,6 bilhões feita pelo Rioprevidência ao Banco Master.
Presidente afirma que é necessário se dedicar ao ofício e que a Suprema Corte é um “sacerdócio”.
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Lula também disse ter conversado com o presidente do STF, Edson Fachin, sobre vazamentos de inquéritos em curso. Sem citar o ministro André Mendonça, o petista fez críticas e reforçou ter pedido a queda de todos os sigilos do caso envolvendo o Banco Master.
Nesta semana, Lula voltou a defender mandatos para ministros do STF. Ele já havia falado sobre o tema em fevereiro.
Lula ficou 580 dias preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, por causa de condenação durante a operação Lava Jato.
Foi condenado pelo ex-juiz Sergio Moro em 2018 pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.
Em fevereiro de 2019, veio a 2ª condenação, pelo caso do sítio em Atibaia (SP). A juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), somou à pena mais 12 anos e 11 meses.
O TRF-4 aumentou o tempo de prisão para 17 anos, 1 mês e 10 dias.
Lula foi solto em 8 novembro de 2019. Motivo: o Supremo Tribunal Federal havia determinado que a pena só pode ser cumprida depois do chamado “trânsito em julgado”, ou seja, quando não cabe mais recurso.
As condenações foram posteriormente anuladas pelo STF.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou, nesta 6ª feira (11.set), o sigilo de mais processos ligados às investigações sobre o Banco Master.
Entre os inquéritos liberados está o que apura o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação mira Flávio Bolsonaro, apontado pela Polícia Federal como o elo com Daniel Vorcaro na captação de recursos para a obra.
Segundo a PF, o dinheiro foi administrado depois pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria Geral da República, que havia solicitado a abertura de todo o processo. Mendonça foi além e incluiu mais 21 por conta própria.
O órgão argumentou que a lista de processos liberada por Mendonça na 5ª feira (10.set) deixava de fora boa parte dos procedimentos centrais da Compliance Zero, o que passaria uma noção distorcida de transparência.
Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin fizeram pedidos semelhantes a Fachin.
Também saem do sigilo processos que atingem.
Na 6ª feira (11.set), o presidente do STF, Edson Fachin, havia dado 24 horas para que o relator enviasse a íntegra dos autos da operação Compliance Zero e da petição 15.
556 à Presidência da Corte e aos gabinetes de todos os ministros.
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