O JPMorgan mantém preferência pela Yduqs (YDUQ3) em relação à Cogna (COGN3), embora tenha recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para as duas empresas.
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O banco avalia que a geração de fluxo de caixa livre (FCF) das companhias de educação segue forte e sustentável, mesmo após ajustes para excluir efeitos positivos temporários do capital de giro.
Em uma análise mais conservadora, que desconsidera os ganhos temporários de capital de giro, mas mantém os efeitos negativos, os yields de FCF das empresas ficam entre 11% e 12%, com exceção da Ser, que chega a 15%.
O JPMorgan espera que a receita da Yduqs acelere no segundo semestre, com alta de 3%, ante crescimento de 1% no segundo semestre anterior, acompanhada por uma recuperação semelhante do EBITDA.
Isso deve ocorrer à medida que os efeitos da reversão do DIS no primeiro semestre percam força, com a estabilização do programa.
A melhora deve ser ajudada pela redução de itens não recorrentes e das despesas com juros na comparação anual.
O JPMorgan destaca que o yield de FCF de 18% nos últimos 12 meses reportado no segundo trimestre inclui um impacto negativo de 5 pontos percentuais de itens não recorrentes, parcialmente relacionados a mudanças na alta administração ocorridas no segundo semestre de 2025.
O banco não espera que esses efeitos se repitam no segundo semestre de 2026.
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As estimativas passaram por ajustes mistos. A projeção de receita foi reduzida em 1,2% para 2026 e 1,4% para 2027, enquanto a estimativa de EBITDA ajustado foi revisada em -0,4% e -2,8%, respectivamente.
Para o lucro ajustado, as mudanças foram de +10,2% em 2026 e -2,8% em 2027.
Na avaliação do JPMorgan, a Cogna continua sendo considerada um bom negócio, com forte geração de FCF, mas com perspectiva mais fraca para o segundo semestre.
O JPMorgan mantém a recomendação overweight para a companhia, apoiado na boa execução e em uma valuation considerada interessante. Cerca de um terço do EBITDA vem do negócio de educação básica (K12), que o banco considera mais premium do que o ensino superior de massa, devido à maior previsibilidade e ao melhor crescimento do componente ex-PNLD.
Apesar disso, o banco espera um segundo semestre mais fraco para a Cogna, com crescimento desacelerando para cerca de 5%, ante 25%, devido ao calendário de entregas do PNLD e a um crescimento mais lento no ensino superior, diante de um ciclo de captação mais fraco.
O JPMorgan também fez pequenos ajustes nas estimativas. A projeção de receita foi reduzida em 0,1% para 2026 e 2,0% para 2027. O EBITDA ajustado foi revisado em +0,3% e -2,3%, respectivamente, enquanto o lucro ajustado foi alterado em +4,7% para 2026 e -14,5% para 2027.
No setor de educação brasileiro, a ordem de preferência do JPMorgan é Ser, Yduqs, Cogna, Afya e Ânima.
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