O governo dos Estados Unidos acusou nesta terça-feira (8) empresas chinesas de inteligência artificial de usar uma técnica conhecida como destilação para extrair capacidades de modelos americanos e acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas.
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Segundo autoridades americanas, empresas como DeepSeek, Alibaba, Moonshot AI e Z.ai realizam esse tipo de operação em escala industrial. A prática teria como alvo modelos desenvolvidos por empresas como Anthropic, OpenAI, Segundo autoridades dos EUA, empresas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI usam técnica de “destilação” para extrair capacidades de modelos americanos; Pequim diz que prática é comum no setor.e xAI e provavelmente ocorreria com conhecimento do governo chinês.
Para os EUA, porém, as empresas chinesas estariam usando a técnica de forma “agressiva, maliciosa e direcionada”, segundo um comunicado conjunto de autoridades de segurança e inteligência americanas.
Os americanos afirmam ainda que a prática pode permitir que empresas chinesas desenvolvam sistemas de IA com menor custo e mais rapidamente.
Segundo as autoridades, o uso da técnica também pode contribuir para ampliar capacidades militares e de ataques cibernéticos da China.
A acusação ocorre antes de uma série de conversas entre Washington e Pequim. O presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping devem se reunir ainda neste mês.
Os dois países também planejam discutir riscos relacionados à segurança da inteligência artificial.
O governo chinês rejeitou as acusações. O Ministério do Comércio afirmou que as alegações americanas não têm base factual ou legal e acusou os Estados Unidos de adotarem “dois pesos e duas medidas” para tentar limitar a concorrência chinesa no setor de IA.
Segundo o ministério, a destilação é um “método técnico neutro por natureza” e é amplamente utilizada por empresas de inteligência artificial, inclusive nos Estados Unidos.
O Ministério das Relações Exteriores da China também pediu que os Estados Unidos evitem fazer “acusações falsas” e “difamar” o país.
A disputa não é nova. Os Estados Unidos já haviam feito uma acusação semelhante em abril, antes de uma visita de Trump à China.
Segundo o comunicado americano divulgado na terça-feira, a destilação não apenas reduz os custos de pesquisa e desenvolvimento das empresas chinesas, mas também pode melhorar capacidades militares e de ciberataque da China.
A agência Reuters informou em julho que pesquisadores militares chineses haviam utilizado resultados de modelos avançados de IA dos Estados Unidos para desenvolver sistemas chineses e ampliar capacidades de defesa do país.
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