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Economia

Humanidade perderá autonomia se avanço da IA não for limitado agora, diz ganhadora do Nobel

Vencedora do Nobel da Paz, Maria Ressa afirma que sistemas cada vez mais autônomos podem reduzir a capacidade de decisão das pessoas e defende regras urgentes p

2 min de leitura
Humanidade perderá autonomia se avanço da IA não for limitado agora, diz ganhadora do Nobel

A inteligência artificial pode reduzir a autonomia da humanidade se não forem aprovadas leis para limitar seu avanço, afirmou Maria Ressa, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz.

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A jornalista filipino-americana, vencedora do Nobel da Paz de 2021 em reconhecimento, entre outros fatores, ao seu trabalho sobre o poder das grandes empresas de tecnologia, atua como copresidente do painel científico internacional da ONU sobre IA.

O grupo estuda como a tecnologia está transformando a vida das pessoas em todo o mundo.

Segundo Ressa, a tecnologia já capturou a atenção das pessoas por meio das redes sociais e depois passou a explorar a necessidade humana de conexão e intimidade.

Ela defende que os cidadãos pressionem políticos e autoridades para aprovar regras que regulamentem o uso da inteligência artificial.

Segundo Ressa, a primeira fase foi marcada pelas redes sociais, que capturaram a atenção dos usuários, aprofundaram a polarização e contribuíram para o isolamento das pessoas.

Alguns críticos, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitam os apelos por maior regulamentação da IA por temer que isso prejudique a disputa tecnológica com a China.

Ressa classificou esse argumento como uma “boa manobra de relações públicas”.

Antes mesmo de Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, defender uma desaceleração no avanço dos modelos de IA diante dos crescentes temores de uso indevido da tecnologia, Ressa já sustentava que o primeiro passo para promover mudanças é responsabilizar as big techs.

Ela elogiou as medidas adotadas pela União Europeia e por países como a Austrália para estabelecer limites de idade nas redes sociais, mas afirmou que isso não resolve a “falha fundamental” de que as ferramentas desenvolvidas pelas empresas de tecnologia também causam dependência entre adultos.

Segundo Ressa, devem ser criadas plataformas de comunicação desenvolvidas por grupos de interesse público e fora do controle das grandes empresas de tecnologia, da mesma forma que governos investem em bens públicos, como parques e praças.

Ela citou como exemplo o lançamento do Rappler Communities, em 2023.

Baseado no protocolo aberto, seguro e descentralizado Matrix, o Rappler Communities permitiu que a redação do Rappler se conectasse diretamente aos leitores e que os próprios leitores interagissem entre si para, nas palavras de Ressa, “ter conversas reais”.

O Rappler convidou outros veículos de comunicação das Filipinas a participar da iniciativa e agora está expandindo o modelo para outros países do Sudeste Asiático.

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