Ministros da área econômica têm afirmado que Lula deixará ao próximo governo, independentemente de quem vencer as eleições, um Orçamento equilibrado e sem depender da aprovação de medidas adicionais pelo Congresso.
Na prática, contudo, o leilão do pré-sal será decisivo para o cumprimento da meta fiscal, uma vez que a arrecadação prevista supera o próprio superávit calculado para o ano.
Uma fonte da equipe econômica confirmou, sob condição de anonimato, a expectativa de ingresso dos recursos.
Uma segunda fonte familiarizada com o assunto afirmou que a operação prevista para 2027 envolverá a venda de uma previsão futura do petróleo da União.
A estimativa, contudo, foi abandonada em maio com a desistência de realizar o leilão este ano.
À época, o governo argumentou que o modelo de venda de direitos da União no pré-sal, utilizado no ano anterior, havia sido alvo de questionamentos do TCU (Tribunal de Contas da União), tornando necessária a retirada da receita projetada "até que o modelo de alienação do óleo esteja devidamente implementado.
Se confirmado o resultado fiscal estimado pelo governo para 2027, será o primeiro superávit primário desde 2022.
Integrantes da equipe econômica argumentam, porém, que o resultado de 2022 foi distorcido pelo adiamento do pagamento de parte dos precatórios após a aprovação, no governo de Jair Bolsonaro, de uma emenda constitucional que impôs limites ao desembolso com essas despesas judiciais.
Em números
- Governo prevê levantar R$ 22,4 bi com leilão extraordinário do pré-sal em 2027
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