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Economia Revisado por ULTRA AI

Empresários articulam novo manifesto para cobrar código de conduta no STF

Início de mobilização tem ocorrido em grupos de WhatsApp, motivada por revelação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro

3 min de leitura
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O setor privado começa a se organizar para divulgar um novo manifesto pedindo que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, avance na adoção de um código de conduta para os magistrados.

A revelação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, segundo investigação da Polícia Federal, causou indignação entre empresários, já que traz um sentimento de desconfiança sobre a mais alta corte do país, cuja função é garantir o cumprimento da Constituição.

O pronunciamento mais contundente até agora veio do fundador e presidente do conselho do Grupo Petz Cobasi, Sergio Zimerman. Durante o evento Fórum Negócios Brasil, realizado esta semana em São Paulo, o empresário criticou duramente a crise no STF e os fatos revelados da PF.

Ele afirmou que a população deve ir às ruas caso as investigações envolvendo Moraes e Vorcaro não tiverem punições.

Se acontecer de não dar em nada, vamos para a rua. Vamos para a rua acabar com a sem-vergonhice — disse o empresário, que foi aplaudido de pé pela plateia e classificou como “estarrecedores” os fatos tornados públicos pela PF.

O empresário criticou ainda o pedido da Procuradoria-Geral da República para anular o relatório da PF sobre o caso.

Imagina, por exemplo, que fosse uma investigação que não tivesse autorização, mas tivesse flagrado uma pessoa, sei lá, praticando pedofilia. Não interessa o que foi feito, interessa que não podia ser feito daquela forma.

Não é a primeira vez que anulam processos no Brasil pelo mesmo motivo. Outros processos, como todos sabem, muito importantes foram anulados, as pessoas foram descondenadas porque o jeito de fazer não seguiu um determinado rito — declarou no mesmo evento.

Aliados de Lula defendem nome de governador interino do Rio para vaga ao STF.

Desembargador Ricardo Couto já teve seu nome cotado para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça neste ano.

Prazos de Fachin empurram análise da crise no STF a início das eleições.

Presidente da Corte afirmou que não haverá ‘omissão nem precipitação’ na decisão que será adotada.

Assinaram o manifesto nomes como Arminio Fraga, economista e ex-presidente do Banco Central, João Amoêdo, um dos fundadores e ex-presidente do Partido Novo, e Antonio Luiz Seabra, fundador da Natura, além de acadêmicos como Pablo Ortellado, professor de gestão de políticas públicas da USP, e Hélio Zylberstajn, professor da faculdade de economia da USP.

O documento pedia transparência “sobre os limites éticos que devem orientar magistrados” como condição para a preservação da autoridade moral e credibilidade do Judiciário.

O manifesto foi divulgado após revelações de que o ministro Dias Toffoli viajou a Lima, no Peru, durante a final da Taça Libertadores, em um jato particular ao lado de um dos advogados envolvidos no caso Master, cujas investigações estavam sob a supervisão do magistrado.

Um empresário que prefere não se identificar confirma a mobilização para que seja divulgada uma nova carta à sociedade cobrando a liderança do STF por um código de conduta.

Há conversas para um novo documento, que deve sair logo. Há um sentimento de desconfiança e revolta em relação a determinadas posturas de ministros do STF, que criam um ambiente de total descrédito da instituição, que tem o poder de garantir o cumprimento da Constituição.

Isso afeta a credibilidade do país, afasta investimentos porque não se pode viver sempre nessa insegurança — diz o empresário.

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Fontes consultadas

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