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Economia Revisado por ULTRA AI

EUA vão proibir importação de laticínios, bebidas alcoólicas e motocicletas do Canadá

Medida foi anunciada nesta terça-feira (8), em nova escalada da disputa comercial entre os países, e começa a valer em 29 de setembro.

4 min de leitura
EUA vão proibir importação de laticínios, bebidas alcoólicas e motocicletas do Canadá

O governo do presidente Donald Trump irá proibir, a partir de 29 de setembro, a importação de diversos produtos do Canadá, incluindo laticínios, bebidas alcoólicas e motocicletas.

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A medida foi anunciada nesta terça-feira (8), em comunicado publicado no site da Casa Branca.

A decisão representa uma nova escalada da disputa comercial entre os dois países. Em julho, Trump havia anunciado uma tarifa adicional de 50% sobre determinados produtos canadenses, que entrou em vigor em agosto, sob a alegação de que o Canadá discrimina o comércio dos Estados Unidos.

Em resposta, o Canadá anunciou tarifas de 15%, 20% e 50% sobre a importação de produtos americanos. As cobranças entraram em vigor nesta terça-feira e incluem itens como aço, alumínio, laticínios e eletrodomésticos.

A proibição abrange a maior parte das bebidas alcoólicas, incluindo cerveja e diversos tipos de vinho, além de uísque, bourbon, rum, vodca, vermute, tequila, mezcal e conhaque.

No caso dos laticínios, estão incluídos proteína de soro de leite (whey), melaço invertido, melaço de cana e cerveja sem álcool, segundo os comunicados da Casa Branca.

Além das restrições à importação, diversos tipos de queijo foram adicionados a uma lista de produtos sujeitos a uma tarifa de 50%, mas não foram proibidos. Alguns produtos de papel, alumínio, madeira, móveis, iluminação e outros itens também foram incluídos na lista.

Ao mesmo tempo, alguns itens foram retirados da lista de produtos sujeitos à tarifa de 50%, incluindo sal, cimento, produtos de papel, chumbo refinado, equipamentos elétricos e partes de varas de pesca.

Segundo a agência Reuters, ainda continua válida a promessa feita pelo presidente Donald Trump de elevar, a partir de 1º de janeiro, de 25% para 50% as tarifas sobre carros, caminhões e autopeças do Canadá.

A disputa comercial entre EUA e Canadá começou no início de 2025, quando Trump, em seu segundo mandato, anunciou tarifas sobre produtos canadenses. Entre as justificativas apresentadas pelo governo americano estavam o combate ao tráfico de fentanil e a redução do déficit comercial dos EUA.

A entrada em vigor das medidas chegou a ser adiada por 30 dias após negociações entre os dois governos. Em março daquele ano, porém, Washington passou a cobrar uma tarifa de 25% sobre diversos produtos canadenses e uma taxa de 10% sobre parte das importações de energia.

Ottawa respondeu com sua primeira grande lista de retaliação, que incluía alimentos, bebidas, eletrodomésticos, roupas e outros bens de consumo.

Pouco depois, o conflito ganhou um novo foco. Os EUA passaram a cobrar 25% sobre o aço e o alumínio importados, e o Canadá respondeu com novas tarifas sobre produtos americanos, entre eles aço, alumínio, computadores, servidores, monitores e equipamentos esportivos.

Também em março de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre automóveis importados. As regras estabeleciam um tratamento diferente para veículos que cumprissem as exigências do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, conhecido pela sigla USMCA.

Em abril, o Canadá respondeu com tarifas sobre veículos americanos que não se enquadravam nas regras do acordo e sobre determinados componentes produzidos fora da América do Norte.

Apesar do aumento das tarifas, os governos continuaram tentando chegar a um acordo. Em maio, Carney se reuniu com Trump na Casa Branca. No mês seguinte, os dois países estabeleceram um prazo de 30 dias para tentar avançar nas negociações.

A tentativa não prosperou. Em junho, as conversas foram interrompidas após uma disputa envolvendo o imposto canadense sobre serviços digitais. O Canadá posteriormente retirou a medida na tentativa de reabrir as negociações.

Ainda em 2025, Washington elevou essas tarifas para 50%. Ottawa, por sua vez, retirou em setembro a maior parte das tarifas de retaliação que havia imposto sobre produtos americanos.

As cobranças sobre aço, alumínio e automóveis foram mantidas.

A redução de parte das tarifas não encerrou a disputa. Ao longo de 2026, novas medidas voltaram a aumentar a pressão sobre o comércio entre os dois países.

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Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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