O ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, disse que a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL) prepara medidas de desregulamentação e desburocratização de setores econômicos para aumentar a produtividade no Brasil.
- É necessário estabelecer teto de gastos com base na relação dívida/PIB, diz Sachsida.
- Petrobras descobre indícios de petróleo em poço na bacia da Foz do Amazonas.
Sachsida, que integra a equipe econômica que assessora a campanha de Flávio, participou nesta quinta-feira (3) de um almoço promovido pelo Grupo Voto, empresa de diplomacia empresarial e interlocução política, em São Paulo.
O ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a desregulamentação, a desburocratização e a digitalização da economia são necessárias para destravar o crescimento do país no curto prazo e aumentar a produtividade.
Disse também que, caso Flávio Bolsonaro ganhe as eleições, o governo do senador vai "estabilizar o lado fiscal da economia brasileira" em 1 ano e meio.
Infelizmente, os prejuízos nas estatais foram tão grande, o gasto do governo foi tão grande, a conta dessa irresponsabilidade que gerou juros tão altos assim é muito grande.
Acaba que você [um eventual governo de Flávio Bolsonaro] vai ter aí um ano e meio para corrigir isso. Isso é o que é urgente", disse Sachsida a uma plateia de empresários.
Sachsida disse que a estratégia a ser usada é o estabelecimento de um teto de gastos com base na relação entre dívida bruta e PIB (Produto Interno Bruto). "Com esse teto, nós vamos trabalhar junto ao Congresso Nacional para aprovação das medidas necessárias para colocar o Brasil numa trajetória de crescimento sustentável", disse.
O ex-ministro disse que prefere não dar detalhes sobre quais medidas seriam adotadas e quais cortes orçamentários seriam feitos por um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Temos que colocar a casa em ordem, mas, com a graça de Deus e um plano econômico muito sólido, em 1 ano e meio nós vamos colocar o lado fiscal em ordem e preparar o Brasil para uma grande trajetória de crescimento sustentável", disse.
Sachsida defendeu também a exploração de petróleo na margem equatorial brasileira. Em agosto, a Petrobras anunciou ter identificado a presença de hidrocarbonetos em um poço exploratório na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas na costa do Amapá.
A confirmação ainda depende de testes, mas integrantes da estatal dizem que a probabilidade de que se trate de petróleo é alta.
A margem equatorial já é explorada hoje pela Guiana. Se der um problema ambiental, o Brasil já paga a conta. A única decisão que cabe ao Brasil é se nós vamos fazer parte dos benefícios ou se nós vamos ficar com os custos.
A Guiana já explora a margem equatorial, me parece razoável que o Brasil explore a margem equatorial", disse.
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