Dívida dos EUA preocupa mercados globais após megapacote de Trump; entenda.
O avanço da dívida ocorre enquanto o governo dos Estados Unidos mantém gastos superiores à arrecadação.
O presidente americano Donald Trump tem prometido reduzir despesas e vem concentrando os cortes na máquina pública, com redução de funcionários, de programas de agências federais e da ajuda externa.
Ao mesmo tempo, o governo também busca cortar gastos em algumas áreas e eliminar despesas que considera desnecessárias.
Essa pressão aumentou nos últimos dias. Na terça-feira (18), o rendimento do título do Tesouro americano de 30 anos chegou a 5,34%, o maior nível desde 2007. O indicador representa o retorno exigido pelos investidores para emprestar dinheiro ao governo por um período de 30 anos.
🔎 O que são títulos públicos? São papéis emitidos pelo governo para "pegar dinheiro emprestado com investidores". Quem compra um título recebe o dinheiro de volta no futuro, com juros.
É uma das formas usadas pelo governo para financiar seus gastos.
Como o Tesouro tenta conter pressão no mercado.
A recompra é uma ferramenta de gestão da dívida. O Tesouro compra de volta títulos que estão nas mãos dos investidores, em uma tentativa de melhorar o funcionamento e a liquidez do mercado, ou seja, facilitar a compra e a venda desses papéis.
A medida foi anunciada após a alta dos juros dos títulos de longo prazo, em meio às preocupações dos investidores com a situação fiscal americana e os efeitos da guerra com o Irã sobre a inflação e os gastos do governo.
Após o anúncio, o rendimento do Treasury de 30 anos recuou para cerca de 5,18%.
O objetivo é reduzir a pressão sobre o mercado de títulos públicos e facilitar a negociação desses papéis.
A dívida americana resulta de décadas de déficits. Quando o governo gasta mais do que arrecada, precisa buscar recursos no mercado para cobrir o rombo.
O endividamento aumentou fortemente durante a pandemia de Covid-19, quando o governo ampliou os gastos para sustentar a economia. Nos últimos anos, também houve aumento de despesas e cortes de impostos aprovados durante o governo Trump.
Juros da dívida já são uma das maiores despesas.
O crescimento do endividamento aumenta também o valor que o governo precisa desembolsar para pagar os juros dos títulos emitidos anteriormente.
Juros mais altos também podem afetar consumidores e empresas. Os títulos do Tesouro americano servem de referência para outras taxas de juros da economia. Quando seus rendimentos sobem, financiamentos imobiliários, empréstimos para compra de carros e crédito empresarial podem ficar mais caros.
Dívida pode se aproximar do limite legal.
Os Estados Unidos têm um limite para o total que o governo federal pode tomar emprestado. O teto é definido pelo Congresso e pode ser elevado, suspenso ou abolido pelos parlamentares.
O número, por si só, não significa que os Estados Unidos estejam próximos de uma crise. Economistas acompanham principalmente a trajetória do endividamento, a capacidade do governo de pagar os juros e a disposição dos investidores de continuar financiando o país.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.