O número de empresas europeias que destacam o impacto de condições climáticas extremas sobre seus negócios disparou, à medida que uma série de fortes ondas de calor impulsiona a demanda por alguns produtos, mas interrompe outras atividades empresariais.
Vários fabricantes disseram que as ondas de calor aumentaram a demanda por seus produtos, entre eles não apenas piscinas, aparelhos de ar-condicionado e protetor solar, mas também bombas para captação de águas subterrâneas e geradores de eletricidade.
O diretor financeiro da fabricante de eletrodomésticos Groupe SEB afirmou que a empresa vendeu 30% mais ventiladores na Europa em junho do que no mesmo período do ano anterior.
Junho foi o melhor mês da história em vendas de produtos de proteção solar para a multinacional alemã de cuidados com a pele e higiene pessoal Beiersdorf, disse seu CEO ao Financial Times.
O diretor de sustentabilidade da Fluidra, fabricante espanhola de piscinas, disse que seus produtos eram "um refúgio climático... Essa é uma oportunidade de longo prazo para a empresa.
Executivos da Beijer Ref, empresa sediada na Suécia que fornece sistemas de refrigeração e ar-condicionado, observaram que o maior aumento da demanda vinha de mercados mais recentes na Europa Central, no Reino Unido e na França.
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Várias empresas também disseram que já fizeram ou previam mudanças em seus negócios para se adaptar a verões mais quentes, seja com novos produtos, seja com novas práticas de trabalho, em reconhecimento às mudanças climáticas.
Roisin Currie, CEO da rede de alimentação Greggs —que no ano passado emitiu um alerta sobre os lucros depois que as altas temperaturas no Reino Unido afetaram as vendas—, disse que sua nova linha de bebidas geladas ajudou a empresa a enfrentar um segundo ano de calor escaldante.
O presidente do grupo holandês de engenharia Koninklijke Heijmans afirmou estar considerando a substituição de sua política de licença para trabalhadores em períodos de frio por uma equivalente para períodos de calor, depois que temperaturas de 35 °C obrigaram as equipes a interromper o trabalho.
Sophie Boissard, presidente da operadora de casas de repouso Clariane, disse que iria "priorizar e acelerar" 10 milhões de euros em investimentos em ar-condicionado.
Segundo ela, houve um aumento de 15% nas estadias de curta duração, à medida que famílias buscavam deixar parentes em locais protegidos do calor.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.