A empresa brasileira de verificação de identidade Unico concordou em adquirir a concorrente argentina Valida como parte de sua estratégia de expansão na América Latina.
A companhia assinou um acordo para comprar a Valida em 27 de agosto e espera concluir a transação ainda neste mês. A Unico não informou o valor da aquisição nem outros termos financeiros do negócio.
A empresa planeja abrir um escritório em Buenos Aires em janeiro de 2027, que funcionará como um polo regional para profissionais de tecnologia.
O negócio ocorre em um momento em que a IA (inteligência artificial) tornou fraudes sofisticadas de identidade mais baratas e fáceis de realizar, aumentando a demanda por ferramentas capazes de distinguir usuários reais de identidades sintéticas ou manipuladas.
Identidades falsas respondem por 48% dos casos de fraude na América Latina, a maior proporção do mundo, segundo um relatório sobre crimes cibernéticos da LexisNexis Risk Solutions.
A decisão está centrada em nossa estratégia de expansão regional e no valor que vemos neste mercado", disse Rafaela Provensi, diretora global de operações da Unico.
A Unico foi fundada no Brasil em 2007 para fornecer tecnologia de verificação de identidade por biometria facial e prevenção de fraudes. Mais de 400 empresas utilizam seus serviços em mais de 20 países, segundo a companhia.
O volume de transações de verificação de identidade da Unico cresceu 84% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. No México, o volume aumentou 204% em comparação com o último trimestre de 2025, segundo a empresa.
A companhia vem realizando uma série de aquisições. Em 2024, comprou a startup mexicana de verificação de identidade Trully. AI e a empresa de biometria sediada nos Emirados Árabes Unidos Oz Forensics.
Em 2025, adquiriu a israelense OwnID, especializada em autenticação sem senhas.
A Valida se destacou porque seus produtos se encaixam na oferta existente da Unico e muitos de seus clientes operam em vários países da América Latina. Isso permitirá à Unico usar sua operação argentina como outra base para a expansão regional, afirmou Provensi.
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