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Economia Revisado por ULTRA AI

Dólar abre em queda após IPCA registrar deflação de 0,32% em agosto

Conta de luz mais barata e queda nas passagens aéreas puxaram o IPCA para baixo no mês

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (11), após o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgar os novos dados de inflação e informar que o Brasil teve deflação em agosto.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) recuou 0,32% no último mês. A queda foi puxada principalmente pela conta de luz, que ficou 7,63% mais barata sob impacto temporário do bônus de Itaipu.

Também houve redução nos preços de passagens aéreas (-13,17%), além de alimentos e combustíveis.

No exterior, os investidores aguardam o CPI (índice de preços ao consumidor) dos Estados Unidos, que será o último indicador de inflação antes da próxima reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

A autoridade monetária tem como principal referência o PCE (índice de preços para despesas com consumo pessoal), cuja próxima leitura está prevista para 30 de setembro.

No Brasil, os desdobramentos da crise no STF (Supremo Tribunal Federal) também permanecem no radar, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de parte do caso Master.

Durante o pregão, investidores repercutiram a alta do petróleo, que impulsionou as empresas brasileiras do setor e a valorização dos ativos doméstico, bem como o cenário político, com a expectativa de que Flávio Bolsonaro (PL) fique à frente de Lula nas eleições deste ano.

A sessão acompanhou o exterior. Nesta quinta-feira, os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, anunciaram ter tomado o controle da cidade de Mocha, considerada estratégica para o escoamento do petróleo da Arábia Saudita.

A tentativa dos houthis é ampliar o tráfego marítimo pelo estreito de Bab el-Mandeb, ao sul do porto. A rota passou a ser utilizada para escoar até 70% da produção de petróleo de Riad, segundo maior produtor da commodity no mundo, após a obstrução do estreito de Hormuz.

Antes do conflito, o estreito de Hormuz era responsável pela circulação de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Nos últimos dias, o conflito entre EUA e Irã escalou. Na quarta-feira (9), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado dez navios e disparado mísseis balísticos contra uma base na Jordânia utilizada pelas Forças Armadas dos EUA.

A ação foi uma resposta aos ataques americanos a cinco petroleiros iranianos na terça-feira (8).

Esse movimento acabou beneficiando o petróleo e o mercado brasileiro por meio da Petrobras, que tem um peso enorme no índice. É a segunda empresa de maior peso no Ibovespa, atrás apenas da Vale", diz Ian Lopes, economista da Valor Investimentos.

Nas últimas semanas, a Bolsa brasileira tem sido impulsionada pela força das commodities, em especial do petróleo. A alta da commodity eleva as projeções de receita com a venda do produto e melhora as perspectivas de geração de caixa e rentabilidade das empresas produtoras.

O avanço do petróleo também se reflete no fluxo de capital estrangeiro, que encontra maior atratividade nas ações brasileiras diante do cenário global. Esse movimento favorece o real à medida que investidores estrangeiros precisam vender dólares e comprar a moeda local para aplicar em ativos brasileiros.

Por outro lado, o conflito aumenta os riscos para o fluxo de petróleo na região e amplia as pressões inflacionárias. Não à toa, a guerra tem sido mencionada por bancos centrais ao redor do mundo nas discussões sobre a condução da política monetária e a necessidade de manter juros mais elevados.

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Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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