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Economia Revisado por ULTRA AI

Startups: Os patinetes estão vivos no Brasil, e a JET pode provar

Com 53 cidades atendidas, 40 mil patinetes e crescimento de 75% ao ano, a operação brasileira virou a maior do grupo, e agora aposta também em bicicletas

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

Não faz muito tempo que muita gente deu o mercado de patinetes como morto no Brasil, com o fim de marcas como Yellow e Grin. Entretanto, a JET não leu o obituário e trouxe seus patinetes azuis para cá.

No Brasil desde 2024, a empresa fundada no Cazaquistão não apenas apostou no país, mas afirma que a aposta já rende dividendos — e está disposta a colocar mais fichas na sua operação tupiniquim.

E são eles que sustentam o ânimo da companhia. Hoje a JET opera 40 mil veículos em 53 cidades brasileiras e roda entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de viagens por mês.

Em menos de dois anos de operação no país, já são mais de 25 milhões de viagens e 7 milhões de usuários cadastrados, em 15 estados.

Segundo dados da própria empresa, ela já concentra cerca de 85% do mercado nacional de micromobilidade compartilhada. A maior concorrente é a Whoosh, de origem russa, que atua no Brasil como operação separada, com presença em São Paulo e um parque de aproximadamente 10 mil patinetes.

Mesmo já liderando o share, Ilia quer acelerar. “Queremos abrir novas operações em 10 a 15 cidades e acrescentar cerca de 10 mil a 15 mil patinetes à base, além de bicicletas, até o fim deste ano ou começo do ano que vem”, diz o executivo, revelando que o pedido já foi feito na China e deve chegar ao país nos próximos meses.

A ampliação não é só de frota, é de modalidade. As bicicletas elétricas ainda representam uma fração pequena do total de veículos (1,5 mil unidades em todo o país), mas a empresa vê espaço para crescer, entrando na concorrência com nomes como a Tembici.

Mas, se o mercado está funcionando para a JET, qual é a diferença em relação ao boom do início dos anos 2020, quando as startups cresceram, sofreram com a pandemia e não conseguiram se reerguer depois.

Para Ilia, houve duas fases — e a distância entre elas está no equipamento.

A JET começou pelas cidades pequenas (Itajaí, Balneário Camboriú, Torres, Sorocaba) para testar se havia demanda fora dos grandes centros, e depois concluiu que as capitais funcionavam melhor.

Hoje, quase todos os municípios brasileiros com mais de um milhão de habitantes já contam com os patinetes azuis da marca.

O próximo movimento é descer a escada. “Vamos entrar em cidades de 500, 600, 800 mil habitantes, do maior para o menor”, diz. Mas o tamanho não é o único critério.

Por isso dedicamos muito tempo à análise das cidades antes de entrar nelas.”.

Atualmente a JET está em oito países: além do Brasil, tem operação no Chile, no México, na Geórgia, na Armênia, no Azerbaijão, no Uzbequistão e na Mongólia. Conforme pontua Ilia, o Brasil lidera em receita, frota e volume de viagens.

E ainda há espaço, na conta dele. “Hoje o mercado tem talvez 50 a 60 mil unidades entre patinetes e bicicletas elétricas, mas parece um mercado de 200 a 300 mil unidades.

Conteúdo produzido por Startups.com.br.

Em números

  • Hoje a JET opera 40 mil veículos em 53 cidades brasileiras e roda entre 1
  • 5 milhão e 1,8 milhão de viagens por mês
  • Em menos de dois anos de operação no país, já são mais de 25 milhões de viagens e 7 milhões de usuários cadastrados, e
  • O Brasil como operação separada, com presença em São Paulo e um parque de aproximadamente 10 mil patinetes

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Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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