Ir para o conteúdo
Economia Revisado por ULTRA AI

Dólar abre em queda após divulgação de inflação dos EUA

Moeda recua após alta de 1,02% na véspera, quando atingiu o maior valor desde 3 de julho

4 min de leitura
Dólar abre em queda após divulgação de inflação dos EUA

No último pregão, a Bolsa também teve forte reação ao mercado e recuou 2,50%, aos 167. 874 pontos, com grande parte das ações no território negativo. Foi o menor nível desde 20 de janeiro de 2026, quando o índice terminou o pregão aos 166.

Os preços ao consumidor nos Estados Unidos registraram ligeiro aumento em julho. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% no mês passado, após cair 0,4% em junho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Bureau of Labor Statistics, do Departamento do Trabalho dos EUA.

Nos 12 meses até julho, o índice avançou 3,4%, após alta de 3,5% em junho.

Para Vinicius Flores, economista e sócio da Stratton Capital, os dados de inflação vieram em linha com as expectativas do mercado.

Os dados de julho refletem, na minha opinião, a normalização dos dados de inflação americanos após um mês muito positivo em junho por conta da queda nos preços de energia." Segundo ele, os dados de aluguéis contribuíram para aproximadamente dois terços do aumento da inflação em julho.

Flores afirma ainda que os dados apontam melhora no núcleo do CPI, que, apesar de continuar acima da meta de 2% do Federal Reserve, recuou de 2,6% para 2,5%.

Com os dados extremamente em linha com as expectativas do mercado, acredito que o próximo número de inflação que será divulgado antes da decisão do Fed em setembro carregará mais peso para a decisão do comitê." Segundo o especialista, com os dados atuais, a expectativa para a próxima decisão do Fed não deve mudar, com a probabilidade mais alta sendo a de manter as taxas de juros sem alteração.

O impacto imediato após a divulgação dos dados foi de queda nos rendimentos dos Treasuries e no dólar, medido pelo índice DXY. Às 10h04, o índice recuava 0,16%.

Os rendimentos dos Treasuries caíam 0,78%.

Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.

No cenário doméstico, os investidores devem acompanhar os impactos dos balanços do Banco do Brasil, da Suzano e da Hapvida. Pela manhã, foram divulgados os dados sobre o setor de serviços do Brasil.

O volume de serviços ficou estável em relação a maio e teve alta de 2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

André Valério, economista sênior do Inter, diz que o resultado de junho foi marcado pela disseminação de taxas negativas, com quatro das cinco atividades pesquisadas apresentando contração no mês.

Destacamos os recuos em serviços profissionais e nos serviços prestados às famílias, que recuaram 1,4% e 1,2%, respectivamente, indicando que tanto componentes da oferta quanto da demanda por serviços tiveram desempenho fraco em junho", afirma.

A única atividade que expandiu em junho e impediu uma contração geral do setor foi a de informação e comunicação, que avançou 1,8%, reflexo da alta de 2,2% nos serviços de TI.

Segundo Valério, apenas os serviços de TI são responsáveis por 56% do crescimento do setor de serviços observado até o momento em 2026.

Durante o último pregão, investidores repercutiram a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, e os dados de inflação de julho.

A ata reforçou a avaliação de que a inflação continua pressionada e que os juros precisam permanecer em nível elevado para desacelerar a economia. No documento do BC, o Copom afirmou que a inflação continua pressionada pela demanda e que esse cenário exige a manutenção dos juros em nível suficientemente elevado para frear a atividade econômica.

O comitê avalia que as evidências de transmissão da política monetária contracionista para a atividade econômica têm se acumulado gradualmente. Embora a política monetária esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo", afirmou.

Gustavo Trotta, sócio da Valor Investimentos, vê o comitê preocupado com as expectativas de inflação de longo prazo. "Os cortes, precificados em algumas casas, deixam de ser certo quando recebemos uma ata com um tom mais duro.

E juros altos por mais tempo acabam sendo um veneno para a Bolsa.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

Leia também

Mais em Economia
Baixos níveis do rio Reno estão prejudicando a indústria alemã
Economia

Baixos níveis do rio Reno estão prejudicando a indústria alemã

Embora a Alemanha ainda não tenha sofrido as interrupções generalizadas ‌na produção observadas durante crises anteriores do Reno, comerciantes afirmaram na terça-feira que já não era mais possível agendar alguns embarqu

Em Economia