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Economia Revisado por ULTRA AI

Dólar abre em alta com tensão no Oriente Médio

Moeda acompanha aversão ao risco após fala de negociador iraniano

5 min de leitura
Economia — imagem padrão

Nesta terça, o principal negociador de Teerã, Mohammad Baqer Qaliba, afirmou que o estreito de Hormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos cumpram as condições de um acordo provisório firmado com o Irã em junho.

As exigências incluem que os EUA encerrem o bloqueio aos portos iranianos, suspendam as sanções ao petróleo, liberem ativos iranianos congelados e interrompam ameaças e operações militares, segundo Qalibaf.

Pela passagem, considerada estratégica para o comércio global, circulava antes da guerra cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.

A possibilidade de restrições prolongadas à circulação pelo estreito mantém o mercado atento aos efeitos sobre os preços de energia e a inflação.

Segundo Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, a possibilidade de interrupções em Hormuz tem dimensão suficiente para transformar uma disputa regional em um problema monetário global.

Os juros de longo prazo avançam nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão, enquanto investidores exigem mais prêmio para financiar governos por décadas, em um ambiente em que a energia mais cara ameaça reacender a inflação nas economias desenvolvidas.

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Analistas elevam projeção para inflação e veem crescimento menor em 2027.

Porta-voz econômico de Lula, Durigan volta a falar com investidores em SP na próxima semana.

A agenda dos Estados Unidos também está no radar dos investidores, com a espera por dados de produção industrial, construção de moradias e vendas pendentes de imóveis.

Segundo Olívia, o mercado avalia os sinais de desaceleração da atividade americana ao mesmo tempo em que o petróleo e os juros longos permanecem pressionados, o que pode limitar o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve.

Fabio Louzada, economista e fundador da B7 Business School, diz que o mercado brasileiro começou a semana ainda sob forte pressão. Segundo ele, a percepção de risco do Brasil aumentou, levando o mercado a exigir um prêmio maior para permanecer em ativos locais.

Tivemos o pedido de recuperação judicial das Casas Bahia mostrando o quanto as empresas estão sofrendo com os juros altos, além da incerteza sobre o cenário econômico e fiscal à frente.

A taxa Selic está em 14% ao ano, e o mercado ainda trabalha com uma taxa elevada no encerramento de 2026", afirma.

Na última segunda, também foram divulgados os dados do IBC-Br, que mostraram que a economia brasileira encerrou o segundo trimestre com leve crescimento de 0,2%, apesar da retração em junho.

André Valério, economista sênior do Inter, afirma que a queda de 0,6% no mês foi pior do que a esperada pelo mercado.

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O índice do BC sugere que o PIB avançou 0,2% no 2º trimestre de 2026, na comparação com o 1º trimestre deste ano. Nossa expectativa é que o PIB tenha variado 0,5% no 2º trimestre, acima do implícito pelo IBC, mas marcando uma notável desaceleração frente ao primeiro trimestre", diz.

No primeiro trimestre deste ano, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a economia brasileira cresceu 1,1% em relação aos três meses anteriores.

O instituto divulga os dados do PIB do segundo trimestre, de abril a junho, no dia 1º de setembro.

O mercado também repercutiu, na véspera, os dados do IGP-10 (Índice Geral de Preços-10), que traz uma prévia da inflação de agosto. O indicador registrou queda de 0,51% no mês, após recuar 1,13% em julho, contrariando a expectativa de uma leve alta em meio à queda nos preços da energia.

Com isso, o IGP-10 acumula alta de 2% em 12 meses, segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Além disso, no Boletim Focus desta semana, analistas consultados pelo BC revisaram suas projeções para a economia brasileira em 2027, com expectativa de inflação mais alta e crescimento mais baixo.

A projeção para a alta do IPCA no próximo ano subiu para 4,24%, ante 4,22% na semana anterior. Para este ano, a estimativa permaneceu em 5,02%. O centro da meta oficial de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Para o PIB, a estimativa de crescimento em 2027 caiu pela quarta semana seguida, de 1,52% para 1,50%. Para 2026, os analistas mantiveram a projeção de expansão em 1,98%.

Não houve alterações nas projeções para a taxa básica de juros. A expectativa é de Selic a 13,75% no fim deste ano e a 12% no próximo.

As taxas dos DIs desta terça abriram em leve queda. Às 10h07, o DI para janeiro de 2028 recuava para 13,940%, queda de 0,06 ponto percentual. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 caia para 14,740%, queda de 0,008 ponto percentual.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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