Ir para o conteúdo
Economia Revisado por ULTRA AI

Motorista de Haddad depõe e mantém versão sobre horários; polícia fala em contradição

Haddad afirmou que motorista foi perseguido por PMs em abordagem fora do padrão no último dia 11

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

Em depoimento prestado nesta segunda-feira (17) o motorista do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad manteve a versão de que policiais militares teriam parado na frente do seu carro, apontado uma lanterna para o interior do veículo e dado uma ordem para que ele deixasse o local onde estava estacionado, em frente a um hotel na Vila Mariana, zona sul da capital.

Investigadores afirmam que a versão apresentada não bate com os horários que aparecem nas câmeras de segurança analisadas.

A perseguição, como foi classificada pelo candidato, teria ocorrido na noite do último dia 11, após o motorista deixá-lo em casa.

Na manhã do dia seguinte, Haddad disse em conversa com jornalistas que havia sido alvo de “abordagem fora do padrão” feita por PMs e que seu motorista, Alessandro Caseri, teria sido seguido por uma viatura da corporação.

Homem tenta agredir Marina Silva durante primeira agenda de Haddad em São Paulo.

Candidata ao Senado foi abordada no centro da capital e afastada do agressor por integrantes da campanha.

Conforme revelado pelo Estadão, uma câmera de segurança captou o momento em que uma viatura da PM passa por Haddad no momento em que ele entra em casa.

Outra câmera, instalada em frente ao hotel, mostra Alessandro estacionando o carro e permanecendo ali por 20 minutos. Na filmagem, é possível ver que uma viatura da PM emparelha com o veículo e desacelera até sumir do quadro.

A Secretaria de Segurança Pública disse que imagens de câmeras de segurança não condizem com versão do candidato.

No depoimento, o motorista corroborou declarações do candidato e afirmou que decidiu ir em direção ao hotel, na rua Joinville, por considerar o local seguro. Naquele momento, diz Alessandro, PMs já haviam apontado lanternas para o interior de seu carro em duas oportunidades em um intervalo de poucos minutos.

A versão dá a entender que a abordagem em frente ao hotel teria ocorrido fora do quadro captado pela câmera. O motorista afirmou que, enquanto a viatura da Força Tática passou por seu veículo, um dos policiais teria dito “olha o carro”.

Na sequência, a equipe teria estacionado na frente de Alessandro e desembarcado. A equipe teria olhado fixamente para o interior do veículo, e um dos PMs teria dito “vaza”.

Na gravação, o carro de Alessandro aparece deixando o local por volta das 22h26, de acordo com o horário que aparece no mostrador.

O motorista declarou que, após o ocorrido, enviou uma mensagem a um assessor de Haddad explicando a situação e dizendo que estava se sentindo monitorado.

Como revelado pelo site Metrópoles, ele enviou a mensagem às 22h41. “Não quero deixar vocês preocupados e nem quero esticar esse assunto até o chefe, mas fui seguido por uma viatura da PM”.

No depoimento, o motorista disse que deixou o local por volta das 23h09. Para a equipe de investigação, esse seria o principal ponto de contradição com as filmagens, já que outras câmeras de segurança captaram o carro de Alessandro às 22h34 na Avenida 23 de maio e às 22h34 na Radial Leste.

O motorista de Haddad afirmou que não pretende acusar os policiais militares de abuso de poder e que decidiu não registrar boletim de ocorrência sobre o episódio.

Ele disse que oportunamente irá apresentar o print das conversas com o assessor do candidato sobre a perseguição. Alessandro ainda solicitou que a polícia verificasse uma outra câmera de segurança, na rua Rua Victor Brecheret, que teria captado a abordagem.

Neste domingo, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que as imagens não mostram nada e que teria se tratado de uma falsa comunicação.

Fontes

Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

Leia também

Mais em Economia