O novo modelo de crédito imobiliário brasileiro, que busca reduzir a dependência dos bancos em relação à poupança, pode aumentar a pressão sobre os juros cobrados dos compradores de imóveis em períodos de taxas elevadas.
A mudança, que está sendo implementada de forma gradual e terá vigência plena em 2027, prevê a substituição progressiva da poupança como principal fonte de recursos para o crédito imobiliário por instrumentos do mercado de capitais, como letras imobiliárias.
A proposta foi construída após discussões entre governo, bancos e setor da construção.
Gilneu Vivan, diretor de Regulação do Banco Central, diz que os primeiros resultados do período de testes são animadores. Ele afirmou que houve reversão da queda nas concessões de crédito imobiliário e que os primeiros meses registraram aumento nas operações.
O objetivo foi criar incentivos para que o mercado se reorganize e busque a substituição gradativa da poupança como funding primário do crédito imobiliário", disse Vivan durante o Abecip Summit 2026, realizado nesta terça-feira (18).
A preocupação é que ainda não está claro como serão definidos os indexadores dos contratos de financiamento pelo novo modelo, menos dependente da poupança.
O futuro da habitação não será construído apenas com mais crédito, mas com um crédito melhor, mais eficiente, mais inclusivo e conectado ao desenvolvimento das cidades.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.