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Economia Revisado por ULTRA AI

Correios caminham para encerrar o ano com pior resultado da história

O governo alega que a estatal voltará ao lucro em 2027.

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Economia — imagem padrão

Analistas ponderam que o problema estrutural permanece. Ou seja, sim, as perdas foram menores, mas o avanço está longe da magnitude necessária para estancar a crise.

O governo alega que a estatal voltará ao lucro em 2027.

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A empresa continua operando com margem bruta muito apertada, diz Daniel Pecanka de Andrade, especialista em finanças. Esse indicador mostra o percentual da receita de vendas que sobra após a dedução dos custos diretos de produção ou aquisição de produtos e serviços.

Ele fez parte da negociação para a obtenção da linha de crédito do ano passado, que foi discutida com um grupo de bancos em dezembro.

Em nota conjunta, os ministros das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; e do Planejamento, Bruno Moretti, afirmaram, ontem, que o objetivo é dar estabilidade à empresa.

No texto, os ministros dizem que, desde o início do plano de reestruturação, lançado em dezembro de 2025, a empresa tem tomado medidas para reduzir despesas, ampliar receita operacional e equacionar o fluxo de caixa.

Para Pecanka, o plano de reestruturação divulgado é genérico, cita apenas medidas como plano de desligamento voluntário (PDV), fechamento de unidades e venda de imóveis.

Segundo ele, faltam detalhes, como receitas e despesas de todas as unidades de negócio: serviço postal, encomendas e mercado internacional.

Para o economista, professor e ex-secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Fernando Soares, o plano de reestruturação em execução nos Correios é insuficiente para reerguer a empresa.

Ele afirmou que a forte concorrência no setor de entrega de encomendas e a queda do serviço postal exigem corte drástico da despesa com pessoal.

Ele argumenta que, no futuro, recursos do Orçamento poderão ser usados para pagar despesas com pessoal e que, diante disso, o ideal seria transformar os Correios em estatal dependente para aumentar as amarras em relação às despesas.

Para reduzir o quadro de pessoal de forma proporcional à queda na atividade, Soares sugere que o governo abra discussão com o Judiciário para permitir demissões sob o argumento de deterioração da situação financeira da empresa.

Na rodada de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República, o presidente Lula afirmou, na quinta-feira, que não pretende vender os Correios.

O ex-presidente Jair Bolsonaro tentou privatizar a companhia, mas a medida não avançou.

Pecanka chama a atenção para a qualidade do serviço e pondera que o próprio balanço aponta aumento do gasto com indenizações, decorrentes da quantidade de objetos entregues fora do prazo, sobretudo no primeiro trimestre.

A nota interministerial destaca que o balanço do segundo trimestre mostra alongamento e barateamento da dívida, com a empresa tendo encerrado o período sem nenhum empréstimo vencendo no curto prazo, quitação de empréstimo mais oneroso e alongando a dívida de 18 para 180 meses.

A empresa afirma que a despesa com pessoal recuou 4%, mesmo com o reajuste salarial de 5,1%, reflexo do PDV, que já desligou 6. 545 empregados, 2. 767 deles apenas neste semestre.

Para dar continuidade ao plano, os Correios abriram novo PDV voltado exclusivamente ao fechamento de mil postos entre agências e unidades de tratamento de carga.

A empresa busca avançar em parcerias com o setor público, como aluguel de balcões e com o setor privado.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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