O pedido de recuperação judicial das Casas Bahia, feito nesta segunda-feira (17), reflete não apenas o cenário de deterioração das contas da companhia e a crise econômica do varejo no geral.
Em abril do ano passado, o [Michael] Klein pedia a destituição do conselho. Se o cenário já não era bom para um varejo bem gerido, imagina com problemas internos.
As Casas Bahia demoraram para se modernizar porque estão com essas batalhas há alguns anos", afirma Ana Paula Tozzi, CEO da AGE Consultores e especialista em varejo.
Preocupante é que a margem de lucro do varejo é muito pequena, entre 2% e 3%, e o capital necessário é muito grande. Tem de comprar eletrodomésticos e eletrônicos e são poucos fornecedores.
Não há margem de negociação e as fábricas pedem garantia e um seguro de compra, o que encarece ainda mais para o varejista. Quem vai vender para uma empresa em situação de RJ [recuperação judicial], quer garantia", diz Marcelo Tostes, especialista em Direito Empresarial e que advogou por cinco anos para o Grupo Casas Bahia.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.