Para a CNI, nenhuma fonte de recursos, isoladamente, é capaz de atender às necessidades do país. O novo regime deveria combinar recursos públicos e privados, ampliar o mercado de capitais e criar condições para investimentos de longo prazo.
- R$ 188,1 bilhões (70,5%) vieram do setor privado.
- R$ 78,6 bilhões foram investimentos públicos.
- Estados e municípios responderam pela maior parte dos aportes públicos.
- estabilidade macroeconômica e fiscal, para reduzir riscos e o custo do capital.
- fortalecimento do mercado de capitais, com mais investidores institucionais.
- expansão do crédito privado, com modelos que distribuam riscos de forma mais eficiente.
- carteira maior de projetos estruturados para concessões e parcerias.
- segurança jurídica e previsibilidade regulatória; e.
- autonomia técnica das agências reguladoras.
Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defende estabilidade econômica e institucional para atrair capital.
Alban também defende uma estratégia de Estado para garantir continuidade aos projetos. Segundo ele, a modernização da infraestrutura demanda esforço contínuo, sistemático e de longo prazo, com uma política de Estado, conduzida por diversos governos.
Na última década, houve uma mudança estrutural no financiamento da infraestrutura brasileira. A participação das fontes privadas passou de 29,3%, entre 2010 e 2014, para 61,5% em 2024.
A CNI aponta que o novo regime deve incluir.
O estudo também destaca o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições públicas de desenvolvimento na redução de riscos, estruturação de projetos e mobilização de capital privado.
A análise reúne experiências de Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos, a CNI identifica fatores comuns nos países que conseguiram ampliar a capacidade de financiamento da infraestrutura: estabilidade econômica, instituições confiáveis, previsibilidade regulatória, mercado de capitais desenvolvido e instrumentos de longo prazo.
Segundo a CNI, os recursos públicos devem atuar de forma estratégica para atrair investimentos privados. Pela sugestão da entidade, o investimento público continuará sendo fundamental, mas o país precisa avançar para um modelo em que esses recursos tenham maior capacidade de mobilizar capital privado.
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