Constitucionalistas ouvidas pela BBC News Brasil apontam que o STF aparece dividido em duas alas, e que Cármen Lúcia e Edson Fachin são os votos que podem definir o resultado da sessão.
Há 21 minutosPor que Cármen Lúcia e Edson Fachin devem ser votos decisivos no julgamento.
Segundo essa leitura, de um lado Moraes teria o apoio de Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin; do outro, Mendonça contaria com Nunes Marques e Luiz Fux.
Dias Toffoli não deve participar, já que se declarou suspeito no caso Master.
A professora Ingrid Dantas (UnB) avalia que, se Fachin votar a favor de uma investigação contra Moraes, isso refletiria menos um alinhamento com Mendonça e mais "uma posição pró-institucionalidade [do STF].
Nesse cenário, o voto de Cármen Lúcia seria decisivo — a ministra deve, segundo Dantas, ocupar novamente um "voto de Minerva", formando maioria pela investigação ou resultando em empate, que no direito penal favorece o investigado, ou seja, Moraes.
Já a constitucionalista Juliana Cesario Alvim (UERJ/CEU) pondera que, quanto às posições de Fachin e Cármen Lúcia, "não é possível cravar para que lado eles vão.
Para ela, ainda não há certeza de que o STF chegará a julgar a abertura da investigação hoje — a sessão pode ficar restrita à discussão sobre a nulidade da conduta de Mendonça, ou ser interrompida por um pedido de vista.
Crédito, Agência Brasil (esquerda)/Antonio Augusto STF (direita).
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