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Caso Moraes-Vorcaro é analisado em sessão plenária pelo STF

Ministros fazem sessão para discutir crise aberata após a divulgação de conversas suspeitas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Mas

2 min de leitura
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Constitucionalistas ouvidas pela BBC News Brasil apontam que o STF aparece dividido em duas alas, e que Cármen Lúcia e Edson Fachin são os votos que podem definir o resultado da sessão.

Há 21 minutosPor que Cármen Lúcia e Edson Fachin devem ser votos decisivos no julgamento.

Segundo essa leitura, de um lado Moraes teria o apoio de Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin; do outro, Mendonça contaria com Nunes Marques e Luiz Fux.

Dias Toffoli não deve participar, já que se declarou suspeito no caso Master.

A professora Ingrid Dantas (UnB) avalia que, se Fachin votar a favor de uma investigação contra Moraes, isso refletiria menos um alinhamento com Mendonça e mais "uma posição pró-institucionalidade [do STF].

Nesse cenário, o voto de Cármen Lúcia seria decisivo — a ministra deve, segundo Dantas, ocupar novamente um "voto de Minerva", formando maioria pela investigação ou resultando em empate, que no direito penal favorece o investigado, ou seja, Moraes.

Já a constitucionalista Juliana Cesario Alvim (UERJ/CEU) pondera que, quanto às posições de Fachin e Cármen Lúcia, "não é possível cravar para que lado eles vão.

Para ela, ainda não há certeza de que o STF chegará a julgar a abertura da investigação hoje — a sessão pode ficar restrita à discussão sobre a nulidade da conduta de Mendonça, ou ser interrompida por um pedido de vista.

Crédito, Agência Brasil (esquerda)/Antonio Augusto STF (direita).

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