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Benjamin Steinbruch deixará cargo de CEO da CSN em meio a reestruturação; ex-Vale assume

Empresário, agora presidente do conselho, comandou empresa por duas décadas e diz que mudança é importante

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

Benjamin Steinbruch deixará o cargo de CEO da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) após mais de duas décadas na função. Ele será sucedido por Fabio Schvartsman, ex-CEO da Vale.

As mudanças entram em vigor imediatamente, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (2). Elas ocorrem no momento em que a CSN realiza uma ampla revisão estratégica e busca reduzir a alavancagem por meio da venda de ativos.

Steinbruch, que lidera a siderúrgica desde 2002, assumirá a presidência do conselho de administração, cargo vago desde 2023 e que ele já havia ocupado anteriormente.

Sob a liderança do empresário, a CSN expandiu muito além das origens como siderúrgica, transformando-se em um grupo com atuação em mineração, cimento, ferrovias e energia.

A CSN é a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil e controla a segunda maior produtora de cimento do país. A companhia também opera na Alemanha, Espanha, Portugal e nos Estados Unidos.

Toda a estrutura fica igual. É uma mudança importante depois de tanto tempo", disse Steinbruch em entrevista. "Fizemos negócios muito importantes e muito bons, e agora temos que trabalhar em outra coisa", acrescentou.

Schvartsman chega à CSN após décadas à frente de alguns dos maiores conglomerados industriais do Brasil. Ele atuou como CEO da produtora de celulose Klabin antes de assumir o comando da Vale em 2017.

Ele deixou o cargo após o desastre da barragem de Brumadinho (MG), em 2019. Mais recentemente, integrou o Conselho de Administração da distribuidora de combustíveis Vibra Energia.

Espera-se que Schvartsman foque a redução do índice de endividamento da siderúrgica e na melhoria da estrutura de capital da empresa, segundo Steinbruch.

Temos que preparar a estrutura da empresa para a nova realidade mundial de competitividade, com condições de concorrência múltiplas para que a gente possa se posicionar para outros 33 anos", acrescentou ele.

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Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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