Além da liquidação, o Banco Central determinou que, partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições que sofreram a liquidação extrajudicial ficarão indisponíveis.
Segundo o Banco Central, a decisão foi motivada tanto pelo comprometimento da situação econômico-financeira das instituições - porque o BC identificou possíveis riscos a credores - quanto pelo fato das duas instituições terem cometido “graves violações às normas que disciplinam suas atividades”.
O Banco Central informou que as duas empresas tem baixa participação no mercado. A administradora representa 0,1% dos consorciados ativos e 0,1% dos recursos a coletar dos grupos de consórcio.
Já a financeira, em junho de 2026, detinha 0,004% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Por meio de nota, o BC informou, ainda, que continuará a investigar quem são as pessoas responsáveis pelos problemas que levaram à liquidação das empresas, apurando se houve descumprimento de leis ou normas regulatórias.
O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes", diz a nota do Banco Central.
Por meio de nota, os controladores da Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios LTDA e da Simpala S. A. Crédito, Financiamento e Investimento disseram ter recebido com surpresa a liquidação e consideram a medida desproporcional, “especialmente diante da trajetória de integridade das empresas, uma delas com mais de 50 anos”.
Ainda segundo a nota, os controladores reforçaram “que sempre atuaram com rigorosa observância da legislação e postura de plena colaboração com órgãos reguladores e que seguirão contribuindo com as autoridades no fornecimento das informações necessárias”.
* Texto atualizado às 19h53 para inclusão do posicionamento do Grupo Simpala.
Fontes
Informação baseada em material público de Agência Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.