O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram quase 12,2% no período, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
- Superávit: US$ 7,4 bilhões (+23,8% ante agosto de 2025).
- Exportações: US$ 33,2 bilhões (+12,2%).
- Importações: US$ 25,8 bilhões (+9,2%).
- Corrente de comércio: US$ 58,9 bilhões (+10,9%).
- Indústria extrativa: US$ 8,3 bilhões (+16,4% ante agosto de 2025).
- Indústria de transformação: US$ 17,2 bilhões (+10,2%).
- Agropecuária: US$ 7,4 bilhões (+11,4%).
- Indústria extrativa: minérios de cobre e concentrados (+223,1%); minérios de níquel e concentrados (+120,7%); e petróleo bruto (+18% ante agosto do ano passado), minério de ferro (+20%).
- Indústria de transformação: combustíveis (+61,6%); carnes de aves (+40,5%); e farelos de soja e outros alimentos para animais (+36,6%).
- Agropecuária: soja (+14%); café não torrado (+24,1%); e animais vivos, exceto pescados e crustáceos (+174,3%).
- Ásia (exceto Oriente Médio): US$ 13,6 bilhões (+0,7% ante agosto do ano passado).
- América do Norte: US$ 4,6 bilhões (+11,5%).
- América do Sul: US$ 3,6 bilhões (-1,5%).
- Oriente Médio: US$ 1,4 bilhão (+12,6%).
- Bens intermediários: US$ 15 bilhões (+3,1%).
- Bens de consumo: US$ 3,9 bilhões (+15%).
- Bens de capital: US$ 3,9 bilhões (+29,3%).
- Combustíveis: US$ 3 bilhões (+7,4%).
- Exportações: US$ 250,9 bilhões (+10,3%).
- Saldo comercial: US$ 55,3 bilhões (+28,2%).
O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.
Apesar do crescimento geral das exportações, as vendas externas de minério de ferro caíram 10,8% em relação a agosto do ano passado, por causa tanto da queda de 4,4% no preço médio e de 6,7% no volume.
As exportações de carne bovina recuaram 19,7% na mesma comparação, em meio ao atingimento da cota estabelecida pela China. No fim do ano passado, o país asiático, principal destino da carne brasileira, estabeleceu um limite de importação de 1,106 milhão de toneladas para a carne brasileira.
O que exceder esse volume entra no país com uma sobretaxa de 55%.
As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países.
As vendas para os Estados Unidos avançaram 12,1% na comparação com agosto do ano passado, mesmo com as novas tarifas de 25% e de 12,5% sobre produtos brasileiros.
As compras brasileiras no exterior também cresceram em agosto, principalmente de bens de consumo e bens intermediários.
A próxima estimativa será divulgada em outubro.
Em números
- S asiático, principal destino da carne brasileira, estabeleceu um limite de importação de 1,106 milhão de toneladas para a carne brasileira
- Balança comercial tem superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto
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