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Economia Revisado por ULTRA AI

Após 10 anos parado, Teleférico do Alemão entra na reta final da recuperação

Troca dos cabos começa na próxima semana; testes seguem até junho, mas reabertura ainda não tem data

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

Desativado desde outubro de 2016, quando o sistema parou por falta de manutenção em meio à crise financeira do estado, o Teleférico do Alemão começa a ter os cabos de sustentação das gôndolas trocados na próxima semana.

Depois de uma década de muitas promessas e anúncios, a nova data para a conclusão das obras de recuperação é fevereiro.

Mas ainda serão feitos testes com carga e sem carga até a entrega do serviço para a Secretaria estadual de Transportes em junho do próximo ano. Não há previsão de quando os moradores poderão voltar a usar o transporte.

Mesmo se não houver novos imprevistos, as gôndolas ficarão mais tempo paradas do que funcionando.

Inaugurado em julho de 2011, como uma grande obra para a cidade, o teleférico operou apenas por cinco anos e três meses.

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Recuperação do Teleférico do Alemão custará R$ 251 milhões.

O valor inclui gastos com a reforma das seis estações (Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Paineiras), a compra de materiais importados e a despesa de instalação da nova tecnologia.

Mas o cronograma do governo passado não foi cumprido, e o orçamento acabou revisto.

Os cabos novos são mais resistentes que os originais, tendo uma vida útil de dez anos, o dobro do material inicial. Além disso, as gôndolas passaram por uma modernização.

Um novo sistema melhorará a ventilação interna e também impedirá a entrada de água da chuva — disse o atual secretário estadual de Obras Públicas, Pablo Villarim.

A equipe do governador em exercício Ricardo Couto, que está no cargo desde março, precisou renegociar os contratos firmados para fazer a recuperação.

Um dos pontos de preocupação da atual gestão era com o prazo de garantia dos novos cabos dado pela multinacional francesa Poma, fornecedora do produto.

A empresa concordou com a ampliação de cinco para dez anos, sem custo adicional, já que o material não chegou ao Brasil todo de uma vez.

Estações também passaram por recuperação.

Além de cabos e gôndolas, foram recuperadas as instalações físicas que no passado abrigaram a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na estação Alemão e outros órgãos do governo do estado, bem como dispositivos eletrônicos e elétricos do sistema.

Na crise de 2016, contratos com empresas que faziam a segurança dos equipamentos foram rescindidos, e os espaços acabaram invadidos e saqueados — fios de cobre e esquadrias de alumínio foram furtados em quase todas as estações.

Apenas a de Bonsucesso, mais afastada da comunidade e onde foram armazenadas as 152 gôndolas, ficou mais preservada.

Nas estações, também foram instalados novas escadas rolantes, elevadores, sistema de som e câmeras de segurança.

A Secretaria da Casa Civil informou que ainda estuda um plano para organizar os serviços que vão funcionar nos locais, mas que o martelo só será batido após uma conversa com o governador eleito em outubro.

Também caberá ao novo chefe do Executivo definir como será a operação do sistema e se haverá cobrança de passagens.

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Troca dos cabos será última etapa da obra.

Importadas da Suíça, as peças de reposição chegaram ao Brasil há pouco mais de um ano e estão armazenadas no Comando de Operações Especiais da PM, em Ramos.

A instalação dos cabos, a última fase da obra, começa com o transporte de 78 toneladas de bobinas e equipamentos eletrônicos até as estações Palmeiras e Adeus, que serão usadas de base.

A logística é complexa e deve demorar três dias.

Inicialmente, o serviço ocorreria esta semana, mas foi adiado por causa da chuva.

O plano é levar os equipamentos para o complexo durante a madrugada e a subida da carga acontecer no início da manhã.

Cerca de 150 operários participarão da operação.

Cerca de 150 operários vão trabalhar na substituição.

A operação exigirá o uso de um guincho especial para manter os cabos tracionados.

O teleférico tem um percurso de 3,5 quilômetros.

Em números

  • Recuperação do Teleférico do Alemão custará R$ 251 milhões
  • A instalação dos cabos, a última fase da obra, começa com o transporte de 78 toneladas de bobinas e equipamentos eletrônicos até as esta

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Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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