O mundo volta a se enfurecer com a alta dos preços da energia provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Especialmente nos países em desenvolvimento da Ásia, fortemente dependentes da energia do Oriente Médio e endividados após esforços anteriores para amenizar os impactos da guerra, sistemas de transporte e governos enfrentam uma nova rodada de forte pressão.
A escassez de combustíveis e as longas filas nos postos desaceleram as economias, ao mesmo tempo em que taxistas e trabalhadores fazem greves por considerarem que não vale a pena trabalhar quando seus ganhos mal cobrem os custos de energia.
Muitos países enfrentam uma questão difícil: é mais arriscado repassar os aumentos de preços para uma população já insatisfeita, acelerando a inflação, ou ampliar subsídios e auxílios, o que elevaria a dívida pública e poderia ameaçar a estabilidade das moedas nacionais.
Quanta capacidade fiscal a Ásia ou o mundo em desenvolvimento, em geral, têm para administrar essa crise geopolítica?", questionou Sana Jaffrey, professora da Universidade Nacional Australiana que pesquisa conflitos e formação de Estados na Ásia.
O que acontece com os mercados financeiros globais quando essa capacidade começa a se esgotar.
Em algum momento", acrescentou, "isso vai se tornar um problema de todos.
Veja alguns dos focos de tensão ao redor do mundo acompanhados pelo New York Times.
Em Makassar, no sul de Sulawesi, moradores relataram nesta semana falta de gás de cozinha, apagões recorrentes e uma mudança repentina para um sistema de racionamento de gasolina.
Na capital provincial, motoristas empurraram motocicletas com os tanques vazios ou as deixaram em longas filas perto de postos sem combustível. Taxistas fizeram um protesto na segunda-feira contra um novo sistema de racionamento organizado de acordo com números pares e ímpares das placas.
As tensões também têm aumentado em Yogyakarta, na ilha de Java. Estudantes protestaram contra a alta dos preços dos combustíveis na segunda-feira (14), mas a manifestação foi dispersada por organizações pró-governo de maneira agressiva.
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