Ir para o conteúdo
Economia Revisado por ULTRA AI

Airbus avalia vender operação espacial nos EUA enquanto foca em produzir satélites na Europa

Empresa tem transferido produção da vertical para a UE em iniciativa classificada como

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

A Airbus estuda vender seu negócio espacial nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que concentra esforços na criação de uma gigante pan-europeia de satélites por meio de uma fusão entre três empresas.

Lista completa

  1. Drones de combate, IA e tecnologia de furtividade redesenham o combate aéreo.
  2. Airbus realiza inspeção em aviões A380 após rachaduras em asas.
  3. Airbus apresenta helicóptero que voa sem piloto; veja vídeo.

A fabricante franco-alemã de aeronaves está sondando o interesse de potenciais compradores pelo negócio nos EUA, segundo pessoas a par do assunto.

As operações de sistemas espaciais da Airbus no país incluem uma fábrica na Flórida e a família Arrow de pequenos satélites, que podem ser produzidos em massa para comunicações e geração de imagens, tanto para clientes comerciais quanto governamentais, inclusive para atender a necessidades de segurança nacional.

Em 2024, a Airbus assumiu o controle integral de sua joint-venture Airbus OneWeb Satellites (AOS), após adquirir a participação de 50% que ainda não possuía. Criada em 2016, a empresa havia construído mais de 600 satélites para a constelação de primeira geração da OneWeb, uma rede de baixa órbita capaz de fornecer cobertura de internet via satélite, segundo seu site.

Há algum tempo, a Airbus vem transferindo dos EUA para a Europa a produção de satélites, inclusive com a fabricação de 440 satélites de órbita terrestre baixa em suas instalações de Toulouse, iniciativa que classificou como "mais um passo para a soberania europeia.

As encomendas vieram da francesa Eutelsat, que adquiriu a britânica OneWeb em um processo de falência, em 2022.

Embora a companhia não divulgue números de receita de seu negócio espacial nos EUA, duas pessoas familiarizadas com a unidade estimaram que suas vendas chegavam a várias centenas de milhões de dólares.

O negócio espacial empregava mais de 200 pessoas em suas instalações de Merritt Island, na Costa Espacial da Flórida, perto do Centro Espacial Kennedy e da Blue Origin, empresa de foguetes de Jeff Bezos.

Em comparação, cerca de 11 mil funcionários em todo o mundo dão suporte às atividades espaciais da Airbus.

Em outubro, a companhia fechou um acordo com a italiana Leonardo e a francesa Thales para combinar atividades que vão da fabricação de satélites a sistemas e serviços espaciais, a fim de competir melhor com a SpaceX, de Elon Musk, e com rivais chineses.

Batizado de Bromo, o projeto das três empresas europeias deverá ser submetido às autoridades antitruste de Bruxelas ainda este ano, com o objetivo de tornar a nova companhia operacional em 2027.

A Airbus vem reavaliando há algum tempo sua presença no setor espacial dos EUA, e os planos de desinvestimento não estão relacionados às conversas do Bromo com a Comissão Europeia sobre possíveis medidas corretivas para obter a aprovação concorrencial, segundo algumas dessas pessoas.

Embora a combinação planejada entre as três empresas tenha recebido críticas de outros grupos europeus, como a alemã OHB e a espanhola Indra Space, as companhias apostam na crescente defesa, em Bruxelas, da criação de gigantes europeias.

A proposta de união ocorre em um momento em que a indústria espacial europeia enfrenta pressão cada vez maior de concorrentes dos EUA e da China. Bruxelas está dando mais atenção ao fortalecimento da soberania europeia no setor espacial, enquanto os integrantes do bloco buscam pôr fim à dependência dos EUA por meio da construção de constelações de satélites para reconhecimento, inteligência e comunicações.

Os fabricantes europeus de satélites têm enfrentado dificuldades para se adaptar à revolução na demanda do setor, algo demonstrado de forma contundente pela dependência da Ucrânia da Starlink, da SpaceX, em sua guerra contra a Rússia.

A Airbus não quis comentar "rumores ou especulações do mercado.

Em números

  • O negócio espacial empregava mais de 200 pessoas em suas instalações de Merritt Island, na Costa E
  • Em comparação, cerca de 11 mil funcionários em todo o mundo dão suporte às ativi

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

Leia também

Mais em Economia