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Economia Revisado por ULTRA AI

Contrabando e pirataria causam perda de quase R$ 500 bilhões em 2025, indica levantamento

Mercado ilegal movimenta o equivalente a 3,75% do PIB, mais do que a média de 2% da América Latina

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

O valor representa 3,75% do PIB (Produto Interno Bruto), o que coloca o Brasil acima da média regional.

Lista completa

  • Contrabando do Paraguai rende lucro de até 500% ao crime organizado no Brasil.
  • Avanço do crime organizado impulsiona falsificação de cigarros paraguaios no Brasil.
  • Rota marítima sofisticada abastece Norte e Nordeste com cigarros contrabandeados.
  • Venda de produtos ilegais avança no comércio físico e digital; saiba como identificar falsificações.
  • Contrabando vai da fronteira à internet e desafia fiscalização no Brasil.

A Alac (Aliança Latino-Americana Anticontrabando) estima que as atividades representam, em média, 2% do PIB dos países da região. A Alac é formada por empresas, câmaras e governos de 15 países latino-americanos.

Os dados não levam em consideração outros impactos do mercado ilegal, como na geração de emprego e renda e na diminuição de investimentos que poderiam ser feitos legalmente no país, por exemplo.

Dos 15 setores, dois respondem por mais de metade do total: vestuário e as bebidas alcoólicas, respectivamente. Completam a lista combustíveis, material esportivo, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, defensivos agrícolas, ouro, TV por assinatura, óculos, cigarros, celulares, filmes, perfumes importados, computadores e brinquedos.

Nós acompanhamos 50 setores da economia que são impactados pelo comércio ilegal, mas apenas 15 deles divulgam seus números", diz.

Entre os setores que não divulgam números estão o de peças para automóveis motos e aviões, ferramentas, alimentos, próteses, medicamentos e cilindros de oxigênio, por exemplo.

Série relata como a entrada ilegal de mercadorias afeta o Brasil por meio da perda arrecadação de impostos e do fortalecimento da criminalidade.

Um outro estudo, elaborado pela Ápice (Associação pela Indústria e Comércio Esportivo), aponta que 34% dos artigos consumidos da categoria no ano passado eram falsificados.

Eles citam um movimento de 225 milhões de peças no ano, um aumento de 30% em relação a 2023, quando foi feito o levantamento anterior.

Diferentemente do levantamento do FNCP, que usa dados da indústria, a Ápice fez uma pesquisa com os consumidores, com uma amostragem de 2. 000 pessoas, que representam estatisticamente a população brasileira.

Diretor-executivo da entidade, Renato Jardim aponta que o consumo de produtos piratas também reduz o investimento em inovação e que os produtos falsificados não seguem os mesmos padrões de tecnologia, desempenho e qualidade do que os originais.

O principal produto esportivo pirateado é a camisa dos times de futebol. Nesse item, os produtos falsificados representam quase 30% do total. A pesquisa apontou também um crescimento expressivo em outros artigos esportivos, como outras peças de vestuário, tênis, óculos e bonés.

A pesquisa da Ápice também traz números sobre o aumento da participação do comércio eletrônico na venda de produtos falsificados. De 2023 para 2025, o percentual de produtos piratas que foram adquiridos via internet subiu de 37% para 44%.

A entidade acredita que, já em 2026, as vendas online se tornarão a principal forma de escoamento desses produtos.

O aumento da audiência dos canais digitais, em detrimento das mídias tradicionais é apontado como um dos fatores do avanço das compras de falsificados na internet.

Além dos marketplaces, a pesquisa aponta a força do varejo online feito diretamente nas redes sociais.

O trabalho também mostra um crescimento do consumo de produtos piratas em diferentes perfis de compradores, o que demonstra uma "naturalização" do comportamento.

Em números

  • Eles citam um movimento de 225 milhões de peças no ano, um aumento de 30% em relação a 2
  • Contrabando e pirataria causam perda de quase R$ 500 bilhões em 2025, indica levantamento

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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