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Vanessa Moreno visita a obra de Djavan dentro do próprio universo rítmico em álbum situado distante do

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Vanessa Moreno visita a obra de Djavan dentro do próprio universo rítmico em álbum situado distante do

Ao visitar o cancioneiro de Djavan neste álbum gravado com produção musical do baixista Fi Maróstica no estúdio Gargolândia (SP) em apenas dois dias, 28 e 29 de Outubro de 2025, Vanessa Moreno dá voz e suingue a músicas do compositor dentro do próprio universo rítmico, o que distancia o songbook do barzinho.

Com nove músicas, o álbum “Vanessa Moreno visita Djavan” é recorte de estúdio do homônimo show que a cantora vem apresentando, sobretudo na cidade de São Paulo (SP), com os músicos Felipe Roseno (percussão acústica e eletrônica) e Tarcísio Santos (guitarra e efeitos).

O trio assina junto tanto os arranjos como a concepção artística do álbum e, não, Vanessa Moreno não dilui o cancioneiro de Djavan para torná-lo mais palatável ao público em geral.

Quem conhece a cantora não vai estranhar quando o santo baixa no samba “Aquele um” (Djavan e Aldir Blanc, 1980), de cadência redesenhada pela artista com as percussões vocais que a identificam na cena musical brasileira.

Vanessa Moreno sequer se aproxima da fronteira do cover ao cantar Djavan. Nem por isso o ouvinte deixar de sentir a euforia crescente na tonalidade de “Lilás” (1984), um dos maiores sucessos do cantor.

O dia de calor mencionado em verso de “Cigano” (1989) é evocado pela fervura das percussões e efeitos da faixa.

A cantora também sente todo o sabor de “Açaí” (1981), degustando cada verso em gravação de temperatura amena. Em contrapartida, a base percussiva de “Oceano” (1989) dissipa a atmosfera de uma canção em essência romântica.

Já “Milagreiro” (2001), épico de arquitetura moura e nordestina que batizou álbum lançado por Djavan há 25 anos, ressurge com a toda força no canto de Vanessa em arranjo climático que harmoniza efeitos, a guitarra de Tarcísio Santos e as palmas de Alice Moreno Maróstica, evocativas da aura flamenca que também envolve essa obra-prima do cancioneiro de Djavan.

Outro ponto alto do álbum, a sofrida canção “Sim ou não” (1980) vem ambientada em atmosfera mais introspectiva, melancólica, com acordes minimalistas da guitarra de Tarcísio.

Faixa imersa no habitual suingue da cantora, “Boa noite” (1992) devolve o protagonismo ao ritmo.

Amostra inicial do álbum, oferecida em single editado em 21 de agosto, “Esfinge” (1982) reitera a habilidade de Vanessa Moreno para cantar Djavan no próprio tom e ritmo.

Em suma, a cantora visita o compositor em universo particular, sem sair do lugar já nobre que ocupa na música brasileira.

Fontes consultadas

  • G1 Pop & Artelink

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