Josh Dun, do Twenty One Pilots, toca bateria no topo de estrutura no Rock in Rio.
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A estreia de Tyler Joseph e Josh Dun no Rock in Rio carregou o peso de uma trajetória de dez anos no Brasil. O Twenty One Pilots, definitivamente, deixou de ser encarado como uma novidade do rap rock para assumir o posto de headliner (quase) indiscutível de festivais.
O encerramento desta noite deixou claro como a performance da dupla americana ganhou a complexidade e o estofo necessários para entreter a multidão do último dia de evento, já na madrugada de segunda-feira (14).
Ok, foi o menor público para um headliner nesta edição, mas ainda assim a Cidade do Rock cheia pode intimidar os menos experientes. A organização não divulgou quantos dos 100 mil ingressos foram vendidos para esta noite.
Eles seguem com as peraltices pelas quais ficaram famosos. Cinco minutos de show já é o suficiente para o vocalista Tyler usar e se despir de uma máscara, ajoelhar-se no chão como se o mundo estivesse acabando, flertar com a câmera, subir em um suporte em cima da plateia e girar loucamente seu microfone.
Mas a dupla também se preocupa com a parte musical. E tudo é conduzido pelo baterista Josh: ele se alterna entre grooves dançantes, pegada R&B e um quê de disco music.
Entre um truque e outro, Tyler se divide entre o teclado, o baixo, a guitarra e”:seus vocais rasgados e precisos.
Hits como “Stressed Out” e "Ride” (com participação de um segurança, Jonathan, cantando no final) convivem em sintonia com as passagens mais densas do repertório.
Nem mesmo a desnecessária cover do "Stolen Dance", hit indie do grupo alemão Milky Chance, atrapalha o setlist. “Seven Nation Army”, do White Stripes, relembra o hit de outra dupla.
Em 2016, a estreia no Lollapalooza trouxe uma insegurança (assumida por eles) de dois caras que se apresentaram ao som de bases pré-gravadas, enfeitando o show com acrobacias e outras estripulias.
Desta vez, Josh escala uma estrutura e toca bateria lá do alto.
Vocalista do Twenty One Pilots canta em suporte em cima da plateia no Rock in Rio.
A cada retorno (como na era “Trench” que coloriu fãs de amarelo e preto, em 2019; ou em 2023 na substituição do Blink-182), certa ingenuidade deu lugar a um amadurecimento no som.
Eles já contaram com uma banda de apoio, que trazia novas camadas ao repertório, mas os dois provaram que sabem se virar sem ela. Sozinhos ou acompanhados, o som do Twenty One Pilots segue sendo um rap rock alternativo com um monte de estilos misturados.
E alguns dos fãs mais performáticos que se tem notícia. Cada close no telão é a certeza de ver caras, bocas e looks ótimos.
Em números
- A organização não divulgou quantos dos 100 mil ingressos foram vendidos para esta noite
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