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Cultura

Lola Young estreia no Brasil com vocal rasgado e bom show cru, mas prejudicado por público apático

Cantora inglesa do hit ‘Messy’ superou problemas técnicos no Palco Mundo em apresentação de 55 minutos marcada por desabafo sobre inteligência artificial e guer

3 min de leitura
Lola Young estreia no Brasil com vocal rasgado e bom show cru, mas prejudicado por público apático

Debaixo de uma fina e insistente garoa, Lola Young estreou no Brasil cantando para um público pequeno, levando em conta que ela estava no Palco Mundo e começou a cantar depois das 19h deste domingo (13).

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Lolla Young canta 'Messy' no Rock in Rio.

Ao vivo, a cantora inglesa não é muito diferente de como ela se porta em entrevistas ou se expõe nas letras de suas músicas. A performance tem um verniz teatral, mas essa camada fina não esconde toda a crueza dela.

Com ela, uma certa estranheza vira doçura. “Ouvi tantas coisas boas desse país e todas eram verdades. Ouvi dizer que vocês são a melhor plateia do mundo”, disse, depois de enfrentar alguns problemas técnicos que atrapalharam o começo do show.

Acompanhada por uma banda de cinco integrantes, Lolla canta (muito, um vocal rasgado) ao som de arranjos que passam perto do gospel e do soul. Outro bom recurso do show é um cinegrafista que fica rodeando a cantora, com ângulos pouco comuns.

A dinâmica entre ela e a câmera combina com o jeitão desajeitado dela.

A inglesa de 25 anos havia sido anunciada no line-up do Lollapalooza Brasil 2026, mas cancelou sua vinda. O motivo foi uma pausa na carreira. O hiato veio após um desmaio no palco do festival All Things Go, em Nova York, em 2025.

Ela revelou que lutava contra o vício em cocaína e um diagnóstico de transtorno esquizoafetivo, enquanto enfrentava uma cansativa agenda de compromissos.

Após cinco anos cantando em pubs e minúsculas casas de show em Londres, ela estourou em 2024 com ajuda de um hit de TikTok. “Messy” liderou a parada de singles do Reino Unido por quatro semanas e fez dela uma diva pop alternativa da geração Z.

O show de 55 minutos tem bons momentos de intensidade como “SAD SOB STORY! :)” e “Spiders”, com discurso emocionado no fim. “Tenho pensado nas guerras e no avanço da inteligência artificial, mas ainda temos a chance de sentir isso que estamos sentindo agora”, disse, chorosa e molhada da chuva.

Era “Not like that anymore”, outra boa canção do repertório, só que o roteiro não fugiu do esperado: só “Messy” faz os fãs cantarem, vibrarem e molharem seus celulares em busca de um vídeo.

Foi um show divertido, mas por culpa do clima e da apatia da plateia, a sensação foi de que ela pode mais.

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