A Première Brasil Documentário exibirá “Alucinação” e “Elza” na mostra competitiva. Filme de Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano, “Alucinação” molda um retrato do Brasil repressor dos anos 1970 a partir da reprodução do álbum mais celebrado e significativo de Belchior.
Já “Elza” (Globo Filmes e GloboNews), filme de Eryk Rocha, perfila Elza Soares pela voz da própria artista, uma das cantoras mais importantes da música brasileira, projetada em 1959 e em cena até 2022, ano em que faleceu aos 91 anos.
Na Mostra Retratos da Première Brasil, o Festival do Rio exibirá “Aldir Blanc – Resposta ao tempo”, filme batizado com o nome do bolero de Aldir Blanc e Cristovão Bastos imortalizado na voz de Nana Caymmi (1941 – 2025) em gravação de 1998.
Inicialmente intitulado “Aldir Blanc – Ourives do palavreado”, o documentário dirigido e roteirizado por Marcus Fernando e Hugo Sukman foi feito com a intenção de desvendar o universo criativo de Aldir Blanc, compositor carioca – parceiro de João Bosco e Guinga em obras fundamentais – que faria 80 anos na próxima quarta-feira, 2º de setembro.
O filme foca a obra situada por Aldir na geografia carioca do subúrbio e da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, epicentro das histórias narradas pelo compositor em letras músicas, crônicas e conversas de botequim.
Outro filme da Mostra Retratos é “Alegria Brasil – Estrelando Maria Alcina”, filme escrito e dirigido pela cineasta Elizabete Martins Campos sobre a vida de Maria Alcina, cantora mineira revelada em festival de 1972 e alvo de ações da censura ao longo da década de 1970 pelo comportamento esfuziante e libertário, percebido como afrontoso pelo governo ditatorial da época.
Fora de competição, o festival promove exibição do documentário "Ney por trás das máscaras", de Esmir Filho, diretor do blockbuster “Homem com H” (2025), cinebiografia sobre a vida de Ney Matogrosso.
No documentário, coprodução da Globo Filmes, o cineasta expõe os bastidores do processo criativo do desfile da escola de samba Imperatriz Leopoldinense em homenagem a Ney e, de quebra, procura mostrar o cantor fora dos holofotes, por trás da fantasia da cena.