Há quem afirme que o nome verdadeiro de Volta Seca era Antônio dos Santos e que ele nasceu em 13 de março de 1918. Há quem sustente que Volta Seca se chamou Antônio Alves de Souza e nasceu em 1911.
O fato é que o futuro cangaceiro era sergipano e veio ao mundo em Saco Torto, povoado de Itabaiana (SE), tendo morrido em 1997 no município mineiro de Estrela Dalva (MG).
Outra certeza é que, além de cangaceiro, Volta Seca foi cantor, compositor e tocador de realejo.
Com tais credenciais musicais, Volta Seca gravou em 1957, quando já havia deixado o cangaço e saído da prisão após cumprir pena de 20 anos, um LP de 10 polegadas, “Cantigas de Lampeão”, lançado em 1957 pela gravadora Todamérica com arranjos e direção musical do maestro Guio de Morais (1920 – 1999).
O álbum “Cantigas de Lampeão” apresentou oito músicas de autoria creditada a Volta Seca. É esse cancioneiro – composto pelas músicas “Acorda Maria Bonita”, “A laranjeira”, “Ia pra missa”, “Mulher rendeira”, “Se eu soubesse”, “Sabino e Lampeão”, “Escuta donzela” e “Eu não pensei tão criança” – que ressurge, após 49 anos, na voz de Danilo Caymmi no álbum “Volta Seca – Canções do cangaço”, previsto para ser lançado em 16 de outubro em LP e em edição digital pela gravadora Jasmin Music.
Gravado em abril deste ano de 2026 no Jasmin Studio, em Fortaleza (CE), o álbum “Volta Seca – Canções do cangaço” reapresenta as músicas do compositor sergipano com arranjos inéditos e acrescenta ao repertório uma canção inédita, “A água que faltou no céu”, feita por Danilo Caymmi e Ricardo Bacelar com letra de Luís Lima Verde.
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