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Avenged Sevenfold estranha ‘educação’ do público ao mesclar novidades com hits em 2ª vez como headliner

Grupo atrasou meia hora e fez show menos elétrico em retorno ao Rock in Rio.

2 min de leitura
Avenged Sevenfold estranha ‘educação’ do público ao mesclar novidades com hits em 2ª vez como headliner

Em sua segunda vez como headliner do Rock in Rio, o Avenged Sevenfold chegou 30 minutos atrasado – sem explicações –, e teve uma recepção mais morna que de costume.

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Avenged Sevenfold canta “Hail to the King” no Palco Mundo do Rock do Rio.

Até o vocalista M. Shadows estranhou. “Vocês estão tão educados hoje. É a chuva?”.

Quando o grupo estreou como headliner em 2024, a pressão era grande. Não era só a primeira vez como atração principal neste festival mítico do rock, como o grupo não vinha há dez anos.

Mas o show deu certo e os fãs responderam fervorosamente. A ocasião marcou um “revival” da relação com os brasileiros e, com isso, o Avenged já faz sua terceira vinda em dois anos.

Talvez essas vindas tenham cobrado seu preço: nesta noite, o show foi esfriando e, em comparação com outras atrações do dia, teve resposta muito menos enérgica.

Lá fora, o grupo não chega a encher estádios, mas cultivar um relacionamento com o Brasil compensa. A última vez que o Avenged veio ao país foi em janeiro e, mesmo assim, reuniu uma multidão nesta noite.

Só que, desta vez, a setlist deixou a recepção oscilante. O grupo arrancou gritos quando tocou sucessos como “Nightmare”, “Afterlife” e, claro, “Seize The Day”, que não entrou para o último Rock in Rio.

Mas essa energia não durou muito tempo. Quando M. Shadows arriscou cantar novas, como “Nobody” e “Magic”, teve pouquíssima resposta.

Não ajuda que as novidades sejam tão diferentes: o repertório do grupo já é bastante variado, do rock alternativo ao metal progressivo, e ainda ganhou adesões com vocoder e influências eletrônicas nos últimos anos.

Ao todo, foi um show um pouco anticlimático, um degrau abaixo do frenesi que marcou a estreia como headliner em 2024.

Resta saber se o Avenged Sevenfold vai dar um tempo no relacionamento recém-reatado com o Brasil ou se insistirá em uma quarta vinda — e se o público, dessa vez, vai continuar tão "educado.

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Fontes consultadas

  • G1 Pop & Artelink

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