Ir para o conteúdo
Brasil Revisado por ULTRA AI

RioFilme trabalha por mercado cinematográfico comum do Brics

Presidente da empresa Leonardo Edde participa do Festival Interacional de Moscou.

3 min de leitura
Brasil — imagem padrão

A afirmação é de Leonardo Edde, presidente da RioFilme, empresa da prefeitura carioca. Edde se encontra no momento na Rússia, onde participa do Festival Internacional de Cinema de Moscou, até o próximo dia 31.

Essa é a terceira vez que o executivo participa do festival, a convite dos organizadores.

À Agência Brasil, o presidente da RioFilme destacou, no entanto, que para que o acordo se converta em realidade é preciso estruturar o negócio antecipadamente, ou seja: entender que tipo de conteúdo tem mais potencial na união de duas culturas; que tipo de interseção há entre as audiências dos dois países, seja no cinema, na televisão ou no streaming.

A RioFilme já esteve também na China e na Índia. “A gente está tentando fortalecer o Brics [grupo de países criado em setembro de 2006 formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul].

Nós temos um mercado comum gigantesco e precisamos olhar mais para a gente”.

Os países-membros do Brics trabalham no setor cinematográfico e audiovisual com outras nações, nos Estados Unido, Europa, Ásia. Edde insistiu, contudo, que é preciso agora olhar para dentro do Brics.

Segundo Edde, o Brasil deve seguir trabalhando com todos os países do Brics, aproveitando esses mercados para troca de experiências, de tecnologias, e colocando as empresas em contato.

A RioFilme aposta nesse movimento para criar “quase um mercado comum Brics”, disse Edde.

O mesmo esforço está sendo realizado junto a outros países, como Colômbia e Espanha, citou. Inglaterra e França também são objeto de estabelecimento de parcerias estratégicas.

A viagem de Leonardo Edde a Moscou faz parte do projeto Destination Rio, que compõe o plano estratégico da prefeitura carioca 2025/2028, cujo grande objetivo é gerar negócios, "que são co-produções, distribuição de conteúdo brasileiro no exterior.

A gente está pensando muito em produção de propriedade intelectual e importação de serviços e produtos”.

Segundo Leonardo Edde, a meta é atrair produções estrangeiras para o Rio de Janeiro e empresas internacionais para se instalarem na capital fluminense, seja de audiovisual, de cinema e também de tecnologia.

Edde explicou que nas viagens que faz para vários países para promover o cinema, a RioFilme promove também o ecossistema local, inclusive as oportunidades que as empresas estrangeiras têm no Rio de Janeiro, seja na parte de serviços, além de parcerias, co-produções, negócios que elas podem fazer com as empresas cariocas, ao se instalarem na cidade, além de potencializar os eventos do Rio.

Em 2024, a RioFilme assinou um memorando de entendimento com a cidade de Moscou que estabeleceu o compromisso de promoção das duas cidades como destino de produções internacionais e de negócios bilaterais.

Em junho de 2026, uma delegação de Moscou participou do Rio2C, onde realizou várias conexões com empresas cariocas e deu início à aproximação entre os mercados cinematográficos russo e brasileiro.

A Rio2C é uma das mais importantes plataformas de negócios da América Latina para o audiovisual e as indústrias criativas.

Fontes consultadas

  • Agência Brasillink

Leia também

Mais em Brasil
O colapso climático que levou à 'Odisseia' e pode se repetir
Brasil

O colapso climático que levou à 'Odisseia' e pode se repetir

Com exceção dos monstros, esse é um mundo baseado na realidade. A Odisseia – uma história de sobrevivência num contexto pós-Guerra de Tróia – se passa durante o colapso da civilização na Idade do Bronze.

Em Brasil