Uma nova previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica um cenário de aquecimento das águas do Pacífico, com probabilidade igual ou superior a 90% de ocorrência de um El Niño Muito Forte a partir de setembro.
Segundo a instituição americana, há 69% de probabilidade de que este El Niño seja o mais intenso já registrado desde 1950.
No Brasil, a influência do El Niño deve trazer mudanças importantes no clima de várias regiões. De acordo com um boletim elaborado por órgãos federais que acompanham o clima e os riscos de desastres naturais, ele deve permanecer ativo pelo menos até o início de 2027.
A meteorologista do Inmet, Instituto Nacional de Meteorologia, Anete Fernandes, fala sobre as características do fenômeno.
O que que é um El Niño forte? A partir de meio grau acima da média, nós temos já um El Niño. Se tá de meio a um grau, eu tenho um El Niño fraco a moderado. Se eu tenho de um a dois graus, eu tenho um El Niño moderado.
A partir de dois graus, eu tenho um El Niño forte. E qual que é o problema de um El Niño forte? Os efeitos dele são potencializados, são intensificados. Existe 95% de ser um El Niño Muito Forte.
Se isso acontecer, tem que ficar atento às notícias.
Anete Fernandes explica como a população deve proceder em relação ao El Niño.
Seguir, os veículos de comunicação que tão fazendo um bom trabalho em relação à divulgação desse evento. Em caso de dúvida, de alguma notícia catastrófica ou exagerada que ver, procurar os institutos oficiais de informação, tá.
O INMET, o CPTEC, o CEMADEN, tá? O INPE, que são as informações ou Serviço Geológico Nacional, que são as instituições que acompanham diariamente a evolução do episódio.
Esse cenário costuma provocar alterações nas chuvas em diferentes partes do país. A previsão do Inmet para o período entre agosto e outubro indica mais chuva do que o normal na Região Sul.
Já no centro-norte do Brasil, a tendência é de precipitações abaixo da média.
No campo, a expectativa é positiva para a colheita do milho de segunda safra e do algodão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As lavouras de inverno do Sudeste também podem ser beneficiadas.
Por outro lado, no Sul, o excesso de chuva pode atrapalhar o trabalho nas lavouras, dificultar a colheita e aumentar o aparecimento de doenças causadas por fungos.
Outro alerta importante é para o calor. A previsão aponta temperaturas acima da média durante o segundo semestre. Com isso, aumenta o risco de ondas de calor e também de incêndios florestais em várias áreas do país.
Fontes
Informação baseada em material público de Radioagência Nacional, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.