Ir para o conteúdo
Brasil Revisado por ULTRA AI

Polícia indicia 13 em caso de morte de homem espancado em Copacabana

O inquérito, ao qual a Agência Brasil teve acesso, relata que Cláudio “ficou agonizando no chão por mais de 30 minutos”, antes de ser socorrido.

2 min de leitura
Brasil — imagem padrão

Cinco delas vão responder por homicídio triplamente qualificado, sendo que quatro estão presas. Um deles permanece foragido. Entre os envolvidos estão seguranças clandestinos, entregadores de aplicativo e empresários locais.

  • Davi dos Santos Machado – segurança de rua.
  • Jorge Luiz Ricardo Dias – segurança de rua.
  • Felipe Eduardo dos Santos Dias – entregador de aplicativo.
  • Ailton José da Silva – entregador de aplicativo.
  • Wellington Luiz Santos de Souza – homem que apareceu ao fim das agressões e chutou a cabeça da vítima, indefesa.

O inquérito foi concluído na segunda-feira (7) pelo delegado Angelo José Lages Machado, titular da 12ª Delegacia de Polícia (DP), sediada em Copacabana, e direcionado ao Ministério Público.

De acordo com a polícia, Cláudio foi “espancado covardemente” na madrugada de 11 para 12 de agosto. A investigação aponta que ele foi acusado de ter furtado uma bicicleta que, na verdade, pertencia à irmã dele.

Cláudio Rafael tinha problemas psiquiátricos e não conseguiu se defender da acusação dos agressores.

O delegado afirma que não houve "a mínima demonstração" de que Cláudio tivesse efetivamente furtado a bicicleta.

Por meio de imagens de câmeras de segurança, a polícia concluiu que a vítima foi cercada por seguranças que atuavam na região e sofreu agressões durante cerca de nove minutos.

Ele sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.

A Justiça determinou a prisão de cinco pessoas.

Os cinco foram indiciados por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima).

Os seguranças e os entregadores estão presos. Wellington segue foragido.

De acordo com a investigação, o próprio Davi, um dos agressores, classificou as agressões como “ato insano”.

A polícia afirma que os depoimentos dos envolvidos “demonstram a existência de um sistema de financiamento privado da atividade informal de segurança”.

Quatro pessoas foram indiciadas por exercício irregular da atividade de segurança e vigilância de rua. Quatro comerciantes também foram indiciados pelo financiamento da atividade informal mediante pagamentos periódicos.

Uma mulher que entregou o bastão de madeira usado por um dos agressores foi indiciada por lesão corporal. Um homem foi indiciado por omissão de socorro. Ele viu as agressões, mas não acionou a polícia nem bombeiros.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

  • Agência Brasillink

Leia também

Mais em Brasil