Cinco delas vão responder por homicídio triplamente qualificado, sendo que quatro estão presas. Um deles permanece foragido. Entre os envolvidos estão seguranças clandestinos, entregadores de aplicativo e empresários locais.
- Davi dos Santos Machado – segurança de rua.
- Jorge Luiz Ricardo Dias – segurança de rua.
- Felipe Eduardo dos Santos Dias – entregador de aplicativo.
- Ailton José da Silva – entregador de aplicativo.
- Wellington Luiz Santos de Souza – homem que apareceu ao fim das agressões e chutou a cabeça da vítima, indefesa.
O inquérito foi concluído na segunda-feira (7) pelo delegado Angelo José Lages Machado, titular da 12ª Delegacia de Polícia (DP), sediada em Copacabana, e direcionado ao Ministério Público.
De acordo com a polícia, Cláudio foi “espancado covardemente” na madrugada de 11 para 12 de agosto. A investigação aponta que ele foi acusado de ter furtado uma bicicleta que, na verdade, pertencia à irmã dele.
Cláudio Rafael tinha problemas psiquiátricos e não conseguiu se defender da acusação dos agressores.
O delegado afirma que não houve "a mínima demonstração" de que Cláudio tivesse efetivamente furtado a bicicleta.
Por meio de imagens de câmeras de segurança, a polícia concluiu que a vítima foi cercada por seguranças que atuavam na região e sofreu agressões durante cerca de nove minutos.
Ele sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.
A Justiça determinou a prisão de cinco pessoas.
Os cinco foram indiciados por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima).
Os seguranças e os entregadores estão presos. Wellington segue foragido.
De acordo com a investigação, o próprio Davi, um dos agressores, classificou as agressões como “ato insano”.
A polícia afirma que os depoimentos dos envolvidos “demonstram a existência de um sistema de financiamento privado da atividade informal de segurança”.
Quatro pessoas foram indiciadas por exercício irregular da atividade de segurança e vigilância de rua. Quatro comerciantes também foram indiciados pelo financiamento da atividade informal mediante pagamentos periódicos.
Uma mulher que entregou o bastão de madeira usado por um dos agressores foi indiciada por lesão corporal. Um homem foi indiciado por omissão de socorro. Ele viu as agressões, mas não acionou a polícia nem bombeiros.
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