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Justiça decreta prisão de envolvidos na morte de advogado no Rio

Segundo a denúncia, Adilsinho, um dos líderes da “nova cúpula do jogo do bicho”, encomendou o assassinato por risco aos seus interesses na exploração de bets.

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Nessa segunda-feira (24), a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra o policial militar da ativa Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull, lotado no 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Duque de Caxias.

O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o Motinha, já estavam presos, e os mandados de prisão foram cumpridos no dia 20 deste mês.

Rafael Ferreira Silva, conhecido como Cachoeira, é considerado foragido pela Justiça.

De acordo com a denúncia, Adilsinho, apontado como uma das principais lideranças da chamada “nova cúpula do jogo do bicho”, encomendou o assassinato do advogado por considerar que sua atuação representava risco aos seus interesses na exploração do mercado de apostas online, as bets.

À época do crime, de acordo com o MPRJ, os chamados “contraventores” estavam se inteirando sobre a entrada no lucrativo mercado de bets, segmento em que Rodrigo Crespo manifestava interesse em investir.

As investigações revelaram que ele, inclusive, já buscava financiadores para a implantação de empreendimento de grande porte, além de ter exposto a intenção de abrir um “sports bar” com máquinas semelhantes a caça-níqueis, universo historicamente dominado pelos bicheiros.

A denúncia aponta que Ryan fez a vigilância da vítima nos dias anteriores ao homicídio, identificando os locais e horários favoráveis à execução. Os denunciados Renato e Rafael, por sua vez, forneceram apoio operacional e monitoraram Rodrigo até o momento do crime, permanecendo dentro do veículo utilizado pelo executor.

A análise de diversas evidências técnicas revelou que Renato e Rafael estiveram no local do homicídio, bem como em diversos pontos do trajeto percorrido pelo veículo empregado na fuga dos executores.

A apuração constatou, inclusive, que os dois se deslocaram para a região onde está localizado o sítio utilizado por Rafael como esconderijo.

Além de receber a denúncia do Gaeco pelo crime de homicídio qualificado, o Juízo da 3ª Vara Criminal determinou a manutenção de Adilsinho em presídio federal de segurança máxima pelo prazo de três anos e decretou a suspensão do exercício das funções públicas e do porte de arma do policial militar Renato Franco Lopes.

Adilsinho foi preso em fevereiro de 2026 em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante ação conjunta das polícias Federal e Civil, e transferido para o presídio de segurança máxima da Papuda, em Brasília.

Fontes

Informação baseada em material público de Agência Brasil Geral, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Agência Brasil Gerallink

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