Segundo a coordenadora geral da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), Luciene Kaxinawá, o manual é o resultado de um trabalho desenvolvido pela articulação entre mais de 40 povos indígenas.
A primeira edição do Poranga Marandúa foi editada e revisada pela Organização Indígena Instituto Kaingáng (Inka) e está disponível online, de forma gratuita.
Para os integrantes da Abrinjor, a chegada do manual, após um ano e meio de trabalho, é uma “boa notícia" – que é o significado da expressão Poranga Marandúa, na língua Nheengatu, da família Tupi-Guarani.
A inovação trazida pelo manual deve servir como um instrumento de trabalho para jornalistas em todo o país, mas também como uma ferramenta de educação, afirma Sônia Kaingáng, jornalista indígena pioneira e comunicadora do Inka.
Para a pesquisadora e comunicóloga Andreza Baré, são exatamente os jornalistas que saem das universidades e escolas de jornalismo que muitas vezes invisibilizam os povos indígenas.
Samela Sateré Mawé é assessora de comunicação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e acredita que a ferramenta também servirá para estimular a chegada de mais indígenas a ocuparem os espaços de comunicação das entidades representativas e dos canais de comunicação de todo o país.
Fontes
Informação baseada em material público de Agência Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.