Suspeito de feminicídio em Pinda está internado sob custódia.
A irmã da estudante Lívia Berthoud, de 23 anos, que foi assassinada a tiros nesta segunda-feira (10), em Pindamonhangaba (SP), lamentou a morte da irmã mais nova.
O suspeito pelo crime é o ex-namorado da vítima.
Em entrevista à TV Vanguarda, a também estudante, Laura Berthoud, desabafou sobre o suspeito ter condenado ela e a família a viver sem a caçula.
Estudante de Direito assassinada tinha medida protetiva contra ex-namoradoJovem morta a tiros era estudante de Direito e fazia estágio no Tribunal de Justiça de Mulher é morta a tiros em praça de Pindamonhangaba; ex-companheiro é suspeito do crimeCom cortejo, estudante que foi assassinada a tiros é sepultada em Pindamonhangaba.
Ainda na entrevista, ela explicou que espera que o homem seja condenado e que a Justiça seja feita.
Segundo Laura, a irmã passou a mudar hábitos por causa do comportamento do ex-namorado. Lívia evitava sair de casa, não descia mais no mesmo ponto de ônibus e chegou a considerar mudar o período da faculdade para não encontrar o ex.
O suspeito é Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos. Ele foi internado sob escolta policial após ter sido encontrado com ferimentos na cabeça. A suspeita da Polícia é que ele tenha atirado nele mesmo depois do crime.
Segundo familiares, Lívia e Carlos Eduardo namoraram por cerca de quatro anos e estavam separados havia alguns meses. Ainda de acordo com a família, ele não aceitava o fim do relacionamento e a jovem tinha uma medida protetiva contra ele.
Segundo Laura, o ex nunca teve um comportamento violento com Lívia, mas era acusado de perseguição.
Ela contou que a família jamais imaginou esse comportamento agressivo dele e que ele tinha uma ‘adoração’ por ela.
Lívia foi morta a tiros na manhã de segunda-feira (10), no Jardim São Domingos, em Pindamonhangaba. O ex-namorado dela, Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, é apontado pela Polícia Civil como o autor do crime.
Ela tinha uma medida protetiva contra o ex-namorado após episódios de violência doméstica.
Segundo familiares, mesmo após o fim do relacionamento, Carlos Eduardo mantinha comportamentos de perseguição. Ele teria sido bloqueado pela jovem, mas continuava tentando estabelecer contato por diferentes meios.
A família também relata que ele fazia ameaças de tirar a própria vida.
A situação é descrita por especialistas como um exemplo de que a violência contra a mulher pode começar antes da agressão física, com comportamentos de controle, perseguição e tentativas insistentes de manter contato.
O caso de Lívia é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais apreenderam no apartamento do suspeito um revólver calibre 38, celulares, uma pequena quantidade de droga e outros objetos que serão analisados durante a investigação.
O nome de Lívia também foi encontrado escrito com sangue em um espelho do imóvel.
O g1 tenta localizar a defesa do suspeito preso. A reportagem será atualizada caso os advogados se manifestem.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.