Esses veículos, que já fazem parte do dia a dia das grandes cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, podem ser encarados como solução para pequenos deslocamentos nesses locais, mas também representam riscos para quem convive com esse novo meio de transporte.
Para ele, a população já entendeu que é um veículo que soluciona problemas. "Falta entender como é que a gente consegue encaixar esses veículos e ordená-los no dia-a-dia”.
Os conflitos entre esses veículos mais leves e outros mais pesados já gerou tragédias, como a morte do menino Chico, de 9 anos, e sua mãe, em uma rua da zona norte do Rio de Janeiro.
Eles estavam em um autopropelido quando foram atropelados por um ônibus, em março deste ano.
O uso desses veículos é regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A resolução mais atual data de 2023. Ela diferencia os veículos em três categorias principais.
A primeira dela é a das bicicletas elétricas, que precisam da propulsão humana e oferecem apenas o chamado pedal assistido que, com um motor, ajuda o ciclista a acelerar o veículo.
A segunda é a dos autopropelidos, com pedal ou não, que não necessitam da propulsão humana para acelerar e cuja velocidade não pode ultrapassar os 32 km/h. Por fim, os ciclomotores também prescindem da propulsão humana, mas podem chegar até os 50 km/h.
As duas primeiras categorias não exigem habilitação do condutor nem licenciamento do veículo. Já os ciclomotores exigem habilitação categoria A ou autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC), além de demandar registro e licenciamento do veículo.
Para Raphael Pazos, da Comissão de Segurança do Ciclismo do Rio de Janeiro, uma organização não governamental carioca que advoga por um trânsito mais seguro para ciclistas, acredita ser um erro não exigir habilitação para conduzir um autopropelido.
Professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcus Quintella diz que as cidades precisam se adaptara esses veículos. “As cidades não estão prontas. Elas não foram planejadas para essas modernidades.
Então, o que está acontecendo hoje são adaptações”, ressalta. “A bicicleta, desde a convencional até o ciclomotor, já representa uma fatia muito importante da matriz de transporte urbano.
Você não pode também ser rigoroso de forma que vá impedir a micromobilidade, mas também não pode deixar que isso caia numa situação descontrolada”.
Em números
- Ão necessitam da propulsão humana para acelerar e cuja velocidade não pode ultrapassar os 32 km/h
- Por fim, os ciclomotores também prescindem da propulsão humana, mas podem chegar até os 50 km/h
Fontes
Informação baseada em material público de Agência Brasil Geral, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.