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Familiares de empresária que morreu após cirurgia plástica pedem por justiça em enterro na Bahia

Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, morava nos Estados Unidos e veio ao Brasil para fazer quatro procedimentos estéticos. Ela faleceu na madrugada de quarta-fei

8 min de leitura
Familiares de empresária que morreu após cirurgia plástica pedem por justiça em enterro na Bahia

O enterro da empresária Adriele da Silva Pinto, que morreu ao passar por cirurgias plásticas, aconteceu nesta quinta-feira (27), na cidade de Ituberá, no sul da Bahia.

Lista completa

  • Cirurgião plástico responsável por cirurgia que terminou com morte de empresária na BA foi alvo de denúncias em 2023.
  • Quem são as três pessoas da mesma família que foram encontradas mortas em caixa d'água na Bahia.
  • Quatro pessoas morrem após batida entre dois carros no sul da Bahia.
  • Fotógrafo que morreu após tentar separar briga em estádio na Bahia era formado em Cinema e se destacou na área cultural.

Empresária que morreu após fazer três cirurgias plásticas é enterrada na BA.

Parte da família da vítima vive na cidade e pediu por justiça em uma manifestação.

Imagens do sepultamento mostram familiares e amigos da empresária com cartazes e faixas em uma uma caminhada ao lado do caixão. Segundo informações apuradas pela TV Santa Cruz, afiliada a TV Bahia na região, o protesto foi realizado pela família no centro da cidade após sepultamento.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica de Ilhéus (DPT) e o resultado do laudo de necropsia deve ser expedido em até 30 dias. O caso é apurado pela Polícia Civil por meio da 1ª Delegacia Territorial de Ilhéus.

A empresária tinha 31 anos e morava nos Estados Unidos. Ela viajou para o Brasil para fazer quatro procedimentos estéticos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.

Adriele Pinto faleceu na madrugada de quarta-feira (26). Segundo familiares, o médico responsável pelos procedimentos foi o doutor Rossini Tebaldi Ruback, que em 2023 foi alvo de denúncias feitas por pacientes.

Na ocasião, diversas mulheres o acusaram de erros e cirurgias mal feitas.

Empresária morreu após passar mal em cirurgia.

Conforme o advogado da família, Adriele entrou na cirurgia às 15h de segunda-feira (25) e a cirurgia deveria ser finalizada às 20h. A família foi informada sobre a morte da empresária na madrugada desta terça, após cobrar por notícias sobre a demora do procedimento.

Ainda segundo o advogado, o hospital informou que a paciente passou mal durante a cirurgia e, devido à suspeita dos familiares, um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia.

Ao ler o relatório médico, o advogado afirmou que o atestado de óbito não foi assinado por Rossini Tebaldi Ruback — responsável pela cirurgia.

Em nota, o Hospital Vida, onde a empresária ficou internada, informou que ela apresentou uma complicação rara e grave associada à anestesia. A unidade de saúde aponta que, possivelmente, isso está conectado a uma predisposição genética.

(Confira a nota na íntegra no fim da reportagem).

Apesar de todos os esforços empreendidos pela equipe, infelizmente não foi possível reverter o quadro. Neste momento de profunda dor, o Hospital Vida se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus mais sinceros sentimentos e seu respeito à família", destacaram.

Já o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) afirmou que não há processo ético-profissional em tramitação no Tribunal de Ética Médica que cite o médico responsável pelo procedimento cirúrgico.

Também por meio de nota, a defesa do médico Rossini Tebaldi Ruback se solidarizou com a morte da empresária e destacou que o procedimento cirúrgico transcorreu sem intercorrências.

Entretanto, na fase final do procedimento, a paciente teria apresentado, subitamente, uma alteração grave do quadro clínico.

Com a identificação da situação, a defesa aponta que as medidas de emergência foram imediatamente adotadas. "Trata-se de reação imprevisível, que não guarda relação com a técnica cirúrgica empregada e que não é detectável por exames pré-operatórios de rotina", apontaram.

Cirurgião plástico foi alvo de denúncias em 2023.

O cirurgião plástico responsável pela cirurgia que terminou com a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, em Ilhéus, no sul da Bahia, foi alvo de denúncias de pacientes que relataram complicações e deformidades após procedimentos estéticos realizados em 2023.

Médico foi denunciado por pacientes em 2023.

As denúncias contra Rossini Tebaldi Ruback vieram à tona em março de 2023. Na época, pacientes de Itabuna, Salvador, Eunápolis e Vitória da Conquista procuraram autoridades para relatar problemas após cirurgias feitas pelo médico.

Uma das mulheres contou que colocou próteses de silicone nas mamas e fez lipoaspiração na barriga. Após os procedimentos, ela teve uma infecção grave e relatou que precisou passar por uma cirurgia de reparação.

Segundo a paciente, o médico teria realizado o procedimento sem anestesia.

Além das pacientes, uma instrumentadora cirúrgica que trabalhou com Rossini também fez denúncias contra o profissional na época. O g1 questionou a defesa de Rossini sobre essas denúncias antigas e aguarda retorno.

No caso das denúncias anteriores, o Cremeb informou que os resultados foram comunicados às partes envolvidas, sendo preservado o sigilo processual previsto no Código de Processo Ético-Profissional (CPEP).

A entidade pontuou ainda que eventuais sanções de caráter público contra o médico serão divulgadas por meio do site do conselho e Diário Oficial da União (DOU).

Confira nota do Hospital Vida na íntegra.

O Hospital Vida manifesta profundo pesar pelo falecimento de uma paciente ocorrido durante procedimento cirúrgico, em decorrência de uma complicação rara e grave associada à anestesia, relacionada a uma possível predisposição genética.

Desde a identificação do quadro, a equipe médica e assistencial atuou de forma imediata, seguindo os protocolos de emergência e adotando as medidas terapêuticas e medicamentosas indicadas para o tratamento da complicação, além de todas as medidas de suporte necessárias, incluindo a disponibilização de vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O Hospital permanece à disposição dos familiares para prestar os esclarecimentos cabíveis, observando rigorosamente o sigilo profissional e a confidencialidade das informações médicas e pessoais da paciente, em respeito à legislação vigente, à ética profissional e à privacidade da família.

Por essa razão, eventuais informações de natureza clínica ou relacionadas ao atendimento somente poderão ser compartilhadas nos limites legalmente permitidos e com as pessoas legitimamente autorizadas.

O Hospital Vida reafirma seu compromisso com a segurança dos pacientes, a qualidade da assistência prestada, a ética profissional e a transparência na condução dos fatos, sempre respeitando os deveres de sigilo e confidencialidade que envolvem as informações de saúde.

Confira a nota do médico Rossini Tebaldi Ruback na íntegra.

Na condição de assessoria jurídica do Dr. Rossini Tebaldi Ruback, médico responsável pelo procedimento cirúrgico noticiado, e diante das solicitações de posicionamento recebidas de veículos de comunicação, vimos prestar os seguintes esclarecimentos.

Antes de tudo, registramos a mais sincera e profunda solidariedade do Dr. Rossini Tebaldi Ruback aos familiares e amigos da paciente. A perda de uma vida é sempre dolorosa, e o é igualmente para os profissionais que participaram do atendimento e empenharam todos os esforços na tentativa de preservá-la.

É preciso esclarecer, de forma categórica, que o procedimento foi realizado no interior de unidade hospitalar regularmente licenciada e em pleno funcionamento, em centro cirúrgico habilitado, com utilização da estrutura assistencial e do corpo profissional da própria instituição, e com o acompanhamento de médica anestesiologista durante todo o ato.

O Dr. Rossini Tebaldi Ruback é médico cirurgião plástico, regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM) e com Registro de Qualificação de Especialista (RQE).

Quanto ao ocorrido, o ato cirúrgico transcorreu integralmente sem intercorrências. Já em sua fase final, após concluído o procedimento, a paciente apresentou, de forma súbita e inesperada, alteração grave de seu quadro clínico.

Conforme registrado em prontuário, os sinais foram prontamente identificados pela equipe de anestesiologia como compatíveis com hipertermia maligna, condição rara, grave e potencialmente fatal, decorrente de suscetibilidade individual à exposição a determinados agentes utilizados em anestesia.

Identificado o quadro, foram imediatamente adotadas as medidas de emergência recomendadas, com administração da medicação específica e das manobras necessárias à estabilização da paciente, contando ainda com a participação de médico cardiologista nos esforços de socorro.

A despeito da identificação imediata, do tratamento específico instituído e de todos os esforços da equipe assistencial, lamentavelmente a paciente não respondeu às medidas terapêuticas e evoluiu a óbito.

Toda a assistência prestada, a evolução do quadro clínico, as medicações administradas e as providências adotadas encontram-se integralmente registradas e documentadas.

Cabe esclarecer, ainda, informação incorreta que tem circulado a respeito da saída dos profissionais da unidade hospitalar. Concluídos os procedimentos assistenciais e adotadas todas as providências devidas, incluindo o registro em prontuário e a comunicação do falecimento aos familiares, sobreveio no local o grave episódio de violência e depredação já noticiado publicamente pela própria instituição hospitalar e registrado perante a autoridade policial.

Diante da situação de risco então instaurada, o Dr. Rossini e a equipe assistencial foram orientados pelo setor de segurança do Hospital a permanecer em local protegido e a aguardar a chegada da autoridade policial, o que efetivamente ocorreu.

O Dr. Rossini permaneceu na unidade hospitalar até a chegada da Polícia Militar ao local. Não houve, portanto, em nenhum momento, abandono de atendimento, evasão ou tentativa de furtar-se a responsabilidades.

O Dr. Rossini permanece integralmente à disposição da família, das autoridades competentes e dos órgãos de classe para prestar, com absoluta transparência, todos os esclarecimentos necessários e colaborar com a apuração das circunstâncias do ocorrido.

Por respeito à memória da paciente, à dor de seus familiares e ao dever de sigilo que recai sobre as informações médicas, outros detalhes de natureza clínica não serão divulgados publicamente neste momento.

Por fim, renovamos a solidariedade do Dr. Rossini aos familiares e amigos da paciente diante de perda tão dolorosa, e pedimos responsabilidade na divulgação de informações ainda não apuradas, bem como respeito à dor de todos os envolvidos.

Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻.

Fontes consultadas

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